Uma mulher de Sydney, na Austrália, está usando o TikTok para alertar outras pessoas sobre sintomas que ela considera fundamentais para um diagnóstico precoce de câncer. Aos 33 anos, Tess, conhecida como @thegreenthumbmum nas redes sociais, compartilhou detalhes de sua jornada antes de descobrir um câncer de cólon em estágio 4. Sua história viralizou e chamou a atenção para sinais que muitas vezes passam despercebidos ou são subestimados.
Tess começou a sentir cólicas estomacais intensas cerca de 10 meses antes do diagnóstico. Ela descreveu a dor como “extremamente forte”, a ponto de a deixar curvada no chão, em posição fetal. “Era uma dor muito baixa, próximo à região pélvica, onde fica o cólon”, explicou. Inicialmente, os sintomas foram associados a condições como endometriose, mas, com o tempo, a intensidade aumentou, alertando-a de que algo estava errado.

A TikToker disse que suas dores de estômago a deixavam encolhida na posição fetal.
Outro sinal foi a alteração em seus exames de sangue. Embora os marcadores de câncer não aparecessem nos resultados, Tess apresentava níveis baixos de ferro e anemia intermitente. “Alguns exames mostravam anemia, outros não. Como sempre tive deficiência de ferro, não me preocupei tanto”, contou. Esse histórico fez com que o problema fosse encarado como comum, atrasando a investigação de causas mais sérias.
Um dos pontos que Tess mais enfatiza é a presença de sangue nas fezes ou no papel higiênico. “Não importa se o sangue está nas fezes ou só no papel: isso nunca é normal e deve ser investigado”, alertou. Ela também destacou mudanças no formato das fezes, como a aparência mais fina, e alterações persistentes nos hábitos intestinais, como constipação severa. Esses sintomas podem indicar bloqueios no cólon, associados a tumores.
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Por ter dado à luz 18 meses antes do início dos sintomas, médicos inicialmente relacionaram as queixas ao período pós-parto. “Muitos sinais foram atribuídos à recuperação do corpo após a gravidez”, explicou Tess. Somente após insistência e novos exames, descobriu-se que o câncer de cólon já havia se espalhado para o fígado, caracterizando o estágio 4.
Apesar do diagnóstico tardio, Tess passou por uma cirurgia complexa que removeu todos os tumores detectáveis. Atualmente, os médicos estimam que ela tem 50% de chance de permanecer livre da doença. Sua recuperação é acompanhada de perto, e ela usa sua experiência para conscientizar outras pessoas.
No vídeo que alcançou milhões de visualizações, Tess reforça a importância de não ignorar sintomas incomuns, mesmo que pareçam leves ou comuns. “Não importa se você acha que é algo simples: procure um profissional. Detectar problemas cedo pode ser a diferença entre um tratamento eficaz e complicações graves”, disse. Ela também lembra que câncer colorretal, tradicionalmente associado a pessoas mais velhas, está aparecendo cada vez mais em jovens, tornando a atenção aos sinais ainda mais urgente.
A história de Tess serve como um exemplo de como sintomas aparentemente corriqueiros podem esconder condições graves. Sua mensagem é clara: conhecer o próprio corpo e buscar ajuda médica diante de mudanças persistentes é essencial. Enquanto se recupera, ela continua compartilhando informações e incentivando outros a priorizarem a saúde, provando que redes sociais podem ser ferramentas poderosas para salvar vidas.