Mais amigos ou melhores amigos?

Até parece que a música do Roberto Carlos chegou a Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, para servir de ponto inicial para essa estranha pesquisa. Os cientistas acompanharam alguns jovens para descobrir o que vale mais na vida de um homem, um “melhor amigo” ou “vários amigos”. O resultado é que a qualidade vale mais que a quantidade.

A pesquisa está sendo feita há mais de 30 anos por Cheryl Carmichael. Ela acompanhou 133 participantes desde a década de 70 para tentar mensurar o nível de amizades dessas pessoas desde o tempo de escola. Na primeira abordagem, foram 222 participantes; 10 anos depois, quando ela tentou novo contato, encontrou apenas os 133 que serviram como base para essa pesquisa.

Ela chegou à conclusão que quando somos mais jovens ter muitos amigos é o mais comum, até pela grande quantidade de interações sociais que fazemos nesse período. Mas com o passar do tempo, as pessoas ficam mais maduras e começam a valorizar a qualidade dessas amizades e não apenas a quantidade. Outra característica das pessoas mais velhas é saber lidar melhor com as diferenças das pessoas.

No entanto, apesar de que enquanto somos mais novos prezarmos pela quantidade e quando chegamos à casa dos 30 primamos pela qualidade, uma coisa não é em sequência da outra. A pesquisa mostrou que muitos dos “populares” da época de escola não tiveram facilidades em encontrar grandes amigos quando ficaram mais velhos.

Apesar desses resultados expressivos, as pesquisas ainda não acabaram. O próximo passo será analisar como essas pessoas reagirão com seus amigos nos próximos 10 anos e seguir traçando comparativos. [ScienceAlert]

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