Londres rompeu seu limite anual de poluição do ar apenas nos primeiros cinco dias de 2017

Londres é um excelente lugar para de viver; no entanto, há pelo menos um problema persistente na cidade: a poluição do ar. Embora não tão ruim quanto o céu super poluído de Pequim, Londres conseguiu ultrapassar seus limites de ar tóxico para o ano inteiro em apenas cinco dias.

É um novo recorde. No ano passado, o mesmo limite foi ultrapassado em oito dias. Londres tem quebrado este recorde por seis anos consecutivos e continua sendo a pior cidade da Europa em termos de poluição do ar.

A poluição atmosférica é medida pela quantidade de dióxido de nitrogênio (NO2), dióxido de enxofre (SO2) e partículas espalhadas por vários pontos da cidade. Estas partículas podem lacerar o interior dos pulmões e das vias aéreas, enquanto os gases podem causar danos cardiovasculares, respiratórios e no sistema nervoso.

De acordo com a legislação da União Europeia, níveis de NO2 não podem ultrapassar 200 microgramas por metro cúbico, e a frequência máxima aceitável é de 18 vezes em 365 dias. No entanto, faltando 360 dias para o fim do ano, esse limite foi quebrado em Lambeth, no sul de Londres.

Estimativas anteriores sugerem que 40.000 pessoas no Reino Unido morrem a cada ano como resultado direto da poluição do ar, com a maioria dos casos ocorrendo em Londres. Um estudo realizado este mês também revelou que viver perto de estradas movimentadas aumenta o risco de desenvolver demência ao longo da vida, em parte por causa desses poluentes.

A maior parte do NO2 é proveniente de veículos movidos a diesel; este gás é responsável por cerca de 9.500 por ano somente em Londres. De um modo geral, os sistemas de emissões destes veículos são mal regulamentados, esta falta de supervisão é a principal razão pela qual Londres continua a ultrapassar seus limites de poluição do ar.

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O novo prefeito de Londres, Sadiq Khan, pretende investir cerca de um bilhão de libras em planos para conter a poluição nos próximos cinco anos. Os transportes públicos, em especial os táxis, serão encorajados a mudar para combustível de hidrogênio em detrimento dos combustíveis convencionais. Uma zona de emissões ultra-baixas também exigirá que os motoristas de carros mais antigos e poluentes paguem uma taxa pela condução no centro de Londres.

Conforme relatado pelo site The Guardian, o governo do Reino Unido tentou duas vezes implementar medidas semelhantes, mas o Supremo Tribunal vetou sob alegação de que estas seriam profundamente ineficazes no corte de poluição.

A poluição atmosférica é responsável por dezenas de milhões de mortes em todo mundo a cada ano. Embora parte desta pode ser rastreada até as usinas de energia de combustíveis fósseis e trabalhos de construção, a grande maioria é proveniente dos veículos movidos a diesel.

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