Jogadores do Irã se recusam a cantar o hino nacional enquanto torcedores vaiam

Os jogadores do Irã se recusaram a cantar o hino nacional do país antes do jogo de abertura da Copa do Mundo contra a Inglaterra.

A nação foi abalada por uma agitação generalizada após a morte de Mahsa Amini e vaias puderam ser ouvidas em todo o estádio.

A morte de Amini provocou protestos generalizados em setembro, depois que a jovem de 22 anos morreu sob custódia, tendo sido detida por não seguir o código de vestimenta islâmico do país.

Os Direitos Humanos do Irã relataram neste fim de semana que pelo menos 378 pessoas foram mortas pelas forças de segurança nos protestos em andamento em todo o país, com mais de 40 mortos pelas forças de segurança do estado apenas na última semana.

Mais de 15.000 manifestantes foram detidos e o capitão do Irã, Ehsan Hajsafi, começou a coletiva de imprensa de domingo dizendo: “Antes de mais nada, gostaria de expressar minhas condolências a todas as famílias enlutadas no Irã. Elas devem saber que estamos com elas, as apoiamos e simpatizamos com elas.”

O companheiro de seleção iraniana Saman Ghoddos falou sobre a necessidade de “liberdade” em uma entrevista recente, dizendo que “algo precisa mudar”.

Alireza Jahanbakhsh, também jogador, acusou esta semana a mídia inglesa de tentar desestabilizar a seleção iraniana com perguntas sobre os protestos – mas Hajsafi não se esquivou do assunto.

“Não podemos negar as condições – as condições no meu país não são boas e os jogadores também sabem disso”, disse o zagueiro do AEK Atenas. “Estamos aqui, mas isso não significa que não devemos ser a voz deles, ou não devemos respeitá-los.”

O protesto, contra o regime autoritário no Irã e contra a repressão às mulheres, foi marcado por muita emoção nas arquibancadas. Ingleses que estavam no estádio apoiaram os protestos.

Além das vaias e da recusa em cantar o hino, houveram cartazes com a seguinte frase: ‘Mulheres, vida, liberdade’.

Torcedora chora nas arquibancadas. No Irã, mulheres são proibidas de ir ao estádio. No Catar também, mas medida foi flexibilidade durante o torneio

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