Homem foi resgatado após 438 dias perdido no mar

por Lucas Rabello
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Salvador Alvarenga, um pescador experiente, partiu do México em 17 de novembro de 2012 para o que deveria ser uma rápida viagem de pesca com seu conhecido, Ezequiel Córdoba. A previsão do tempo avisava sobre uma tempestade, mas Alvarenga já tinha visto piores. Mal sabiam eles que essa viagem se tornaria um pesadelo.

Não foi a tempestade que os derrubou – foi a falha do motor. Quando o motor parou, o barco deles se tornou um brinquedo para o mar revolto. Durante sete dias, a tempestade os atacou, tirando-lhes o rádio e os equipamentos de pesca. Quando a calmaria voltou, estavam longe do México, à deriva com apenas uma caixa de gelo destinada a armazenar peixes.

O desespero tomou conta. Sem água fresca, foram forçados a beber a própria urina. Aves marinhas, alheias ao sofrimento deles, tornaram-se uma fonte de hidratação. Eles pegavam essas aves, cortavam suas gargantas e bebiam o sangue. Era horrível, mas era a sobrevivência.

Comida era escassa. As habilidades de pesca de Alvarenga foram colocadas à prova máxima. Sem anzóis ou linhas, ele ainda conseguia pegar peixes, mas muitas vezes passavam dias sem comer. Foi um teste de resistência, tanto física quanto mentalmente. Tragicamente, Córdoba, com apenas 22 anos, não sobreviveu. Alvarenga disse adeus, notando que Córdoba estava calmo e não sofreu.

Sozinho e à deriva, a esperança de Alvarenga começou a desaparecer. Ele tentou sinalizar para navios que passavam, mas ninguém notou. Nos momentos mais baixos, pensou em acabar com a própria vida. Mas então, após 438 dias – sim, você leu certo – ele avistou montanhas surgindo do oceano. As Ilhas Marshall foram sua salvação.

Homem foi resgatado após 438 dias perdido no mar

Ao se aproximar, ele pulou na água e nadou até a costa. Ele descreveu o momento em que tocou o solo: “Senti as ondas, senti a areia e senti a costa. Fiquei tão feliz que desmaiei na areia. Não me importava se morresse naquele momento. Fiquei tão aliviado. Eu sabia que a partir daquele momento não precisaria mais comer peixe se não quisesse.”

Os moradores locais o encontraram na praia e o levaram ao maior hospital das Ilhas Marshall. Ao desembarcar, repórteres e câmeras estavam esperando, ansiosos para ouvir sua história inacreditável. Alguns duvidaram que ele pudesse ter sobrevivido por tanto tempo, mas Alvarenga não se importava. Ele estava vivo, e isso era o suficiente.

Apesar de ser assombrado pelo oceano e desenvolver um medo dele, ele estava grato por estar vivo e com sua família. O mar foi tanto sua casa quanto seu tormento por mais de um ano, mas ele emergiu com uma história de sobrevivência que desafia a crença.

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