Homem desenvolve “vermes de porco” no cérebro após anos mantendo este hábito específico ao cozinhar

por Lucas Rabello
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Um homem de 52 anos foi hospitalizado após sofrer fortes dores de cabeça por várias semanas. As dores eram intensas e localizadas na parte de trás da cabeça, característica de enxaquecas severas. Ele buscou ajuda médica para descobrir a causa do problema.

Os médicos realizaram uma série de exames para investigar a origem daquela dor debilitante. Os resultados foram alarmantes. As imagens mostraram que seu cérebro estava repleto de lesões císticas, que se assemelhavam a bolsas cheias de líquido.

Após uma análise mais detalhada, foi descoberto que essas lesões não eram cistos comuns. Cada uma delas abrigava larvas de um parasita. O diagnóstico foi de cisticercose, uma condição causada pelas larvas da tênia Taenia solium.

Esse parasita é comumente encontrado em porcos. A cisticercose ocorre quando os humanos ingerem acidentalmente os ovos desse verme. No corpo, os ovos eclodem e as larvas podem migrar para vários tecidos, incluindo os músculos, os olhos e o cérebro.

O paciente precisou ser internado em terapia intensiva por várias semanas. O tratamento incluiu medicamentos antiparasitários para eliminar as larvas. Anti-inflamatórios também foram administrados para reduzir o inchaço cerebral causado pelas lesões.

A grande pergunta era como aquele homem havia sido infectado. A resposta veio de um hábito alimentar incomum revelado pelo próprio paciente. Ele confessou ter uma preferência muito específica por bacon.

Ele não gostava de bacon croissant e frito até ficar dourado. Em vez disso, ele preferia comer o bacon mal passado, quase cru. Ele mantinha esse hábito durante toda a vida, apreciando a textura macia da carne levemente cozida.

Os médicos concluíram que esse foi o provável culpado. O consumo de carne de porco mal cozida é um fator de risco conhecido para a transmissão da tênia e da cisticercose. As diretrizes de segurança alimentar são muito claras sobre o cozimento adequado da carne de porco.

Para destruir patógenos perigosos, como a tênia, a carne de porco deve atingir uma temperatura interna mínima de 63 graus Celsius. No caso do bacon, que é fino, atingir essa temperatura de forma uniforme é um desafio maior do que em cortes grossos de carne.

Isso exige atenção redobrada durante o preparo. Deixar o bacon em temperatura ambiente por cerca de 15 minutos antes de cozinhar pode ajudar. Essa prática permite que ele aqueça de modo uniforme, cozinhando por igual sem queimar na superfície.

No entanto, é crucial não exagerar nesse tempo. Deixar a carne fora da geladeira por mais de duas horas permite a proliferação de bactérias nocivas, o que pode levar a uma intoxicação alimentar. O equilíbrio entre um cozimento seguro e adequado é fundamental.

Esse caso serve como um alerta sobre a importância de seguir as recomendações de preparo de alimentos. Cozinhar a carne completamente é uma das medidas mais eficazes para prevenir infecções por parasitas e bactérias.

Fundador do portal Mistérios do Mundo (2011). Escritor de ciência, mas cobrindo uma ampla variedade de assuntos. Ganhou o prêmio influenciador digital na categoria curiosidades.
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