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Gêmeas são indenizadas em R$ 7,83 milhões pela faculdade após acusá-las de colar em exame

Gêmeas são indenizadas em R$ 7,83 milhões após faculdade acusá-las de colar em exame

Duas gêmeas idênticas receberam US$ 1,5 milhão, ou equivalente a R$ 7,83 milhões em indenização de uma faculdade na Carolina do Sul, EUA, depois que a instituição as acusaram de trapacear em um exame por meio de cola, já que um tribunal decidiu que suas respostas eram idênticas “porque suas mentes são conectadas”.

Kayla e Kellie Bingham, de 30 anos, foram inicialmente matriculadas na Faculdade de Medicina da Carolina do Sul (MUSC) em 2016 para realizar seus sonhos de um dia se tornarem médicas.

Agora, seis anos depois, após processar a faculdade de medicina por difamação, as duas irmãs foram indenizadas por terem suas reputações prejudicadas depois que um júri decidiu a seu favor.

Tudo começou quando as duas irmãs, que tinham 24 anos quando o escândalo foi revelado pela primeira vez, foram designadas para sentar na mesma mesa durante um exame, de acordo com Kellie.

Ela disse que era praticamente impossível para ela e Kayla verem as telas de computador uma da outra, apesar do fato de haver apenas uma distância de um metro e meio entre elas.

Também não foi a primeira vez que as filhas do deputado estadual da Carolina do Sul, Kenny Bingham, fizeram uma prova juntas e pontuaram de maneira semelhante.

As gêmeas recebiam as mesmas notas, ou muito parecidas, desde o ensino médio.

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Um professor, que deu aulas para elas antes de se matricularem na faculdade de medicina, notou essas semelhanças marcantes e escreveu sobre elas em uma carta defendendo as gêmeas. Ele disse que ambas enviaram exatamente as mesmas respostas – certas ou erradas – em um exame que ele supervisionou em 2012, apesar de fazê-las sentar em lados opostos da sala de aula.

A professora Nancy Segal, psicóloga e geneticista comportamental, especializada no estudo de gêmeos na Universidade Estadual da Califórnia, também veio em defesa de Kayla e Kellie e até testemunhou no tribunal por elas.

Ela alegou que teria ficado surpresa se as duas irmãs não tivessem chegado à mesma conclusão que as acompanhou consistentemente durante o tempo que ambas passaram na escola: notas semelhantes em várias provas.

Ela também disse que as queixas de cola apresentadas contra gêmeos são “comuns” no ensino superior.

“Eles são geneticamente predispostos a se comportar da mesma maneira”, disse o Prof. Segal. “Eles foram criados da mesma forma e são parceiros naturais no mesmo ambiente.”

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Embora algumas pesquisas mostrem casos de fenômenos telepáticos, não há provas conclusivas e baseadas em evidências suficientes para apoiar a ideia de telepatia gêmea. A professora Segal afirma em seu livro, Twin Mythconceptions, que as histórias sobre telepatia gêmea são apenas um reflexo do vínculo estreito e afetuoso entre irmãos.

Nos casos em que gêmeos idênticos foram criados separados, mas que tinham gostos semelhantes quando se conheceram, as semelhanças consideram o componente genético da personalidade e interesses, de acordo com Segal.

“Gêmeos idênticos têm esse tipo de entendimento que vai além do que normalmente pensamos como um relacionamento íntimo”, disse ela ao júri. O Prof. Segal também observou que a Faculdade não havia considerado ‘o impacto dos perfis genéticos correspondentes’ quando inicialmente acusou as gêmeas de trapaça.

Desde que abandonaram a faculdade de medicina, as duas irmãs se tornaram advogadas e obtiveram notas semelhantes no equivalente a “prova da OAB” antes de se formarem em 2021.

Elas agora são colegas de trabalho no mesmo escritório de advocacia, onde assumem casos semelhantes ao que enfrentaram pela primeira vez há seis anos.