Fossa das Marianas: o lugar mais profundo dos oceanos

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Muitas pessoas sonham em descobrir o que há além do nosso planeta. Que tipo de mistérios podem estar escondidos em planetas que ainda não conhecemos? Mas o que muitos não param para pensar é que mesmo aqui, na Terra, temos áreas totalmente desconhecidas e mistérios que nunca foram desvendados. De acordo com os cientistas, conhecemos apenas cerca de 5% dos nosso oceanos, e frequentemente somos surpreendidos com novas descobertas envolvendo o fundo do mar e as criaturas e mistérios que se escondem por lá. Neste vídeo, você vai conhecer um pouco sobre a Fossa das Marianas, conhecido como o ponto mais profundo do oceano.

Localizada a leste das ilhas Marianas, no oceano pacífico, a fossa possui incríveis 11034 metros de profundidade. Para que você ter uma ideia do que representa esse valor, tenha em mente que o Monte Everest, pico mais alto do planeta, possui 8848 metros de altitude.

A Fossa das Marianas foi explorada pela primeira vez em 23 de janeiro de 1960. Na ocasião, os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard atingiram uma profundidade de 10916m a bordo do batiscafo Trieste. O mesmo ponto foi alcançado pelo submarino automatizado Kaiko, construído pelos japoneses. Infelizmente, não há registros visuais deste evento por conta da estrutura dos veículos submersíveis, que precisaram ter suas janelas quase totalmente suprimidas, para que pudessem suportar melhorar a pressão.

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A fossa teve importância gigantesca no rumo da história da biologia marinha. Isso porque em 1985 o oceanógrafo Robert Ballard utilizou veículos automatizados para comprovar que havia vida no oceano após a chamada “camada batipelágica”. Este camada, compreendida entre os 1000 e 4000 metros abaixo da superfície, era tida anteriormente como o limite da vida marinha. Abaixo disso, acreditava-se que nenhuma criatura poderia sobreviver. As imagens de Ballard, no entanto, comprovaram que alguns animais marinhos se desenvolveram e se adaptaram perfeitamente à vida nas profundezas. Além da contribuição direta para a biologia, esta descoberta mudou a forma como entendemos a evolução da vida em nosso planeta. Depois do primeiro passo dado por Ballard, a ciência comprovou que algumas criaturas marinhas já existiam milhões de anos antes das primeiras formas de vida terrestres.

Mais recentemente, em 2012, o famoso cineasta James Cameron chamou a atenção do mundo inteiro ao se tornar a primeira pessoa a descer sozinha até o fundo da Fossa das Marianas. Para esse feito, Cameron utilizou um veículo submersível semelhante ao dos primeiros exploradores, e conseguiu gravar algumas imagens de alta resolução das profundezas do oceano, contribuindo para o estudo desta área do nosso planeta, que é menos conhecida pela ciência do que a superfície de Marte.

Fossas abissais, como são conhecidas as formações deste tipo, são geradas a partir da colisão entre duas placas tectônicas, em um movimento semelhante, porém oposto ao que acontece na formação de vales ou cânions. No caso da Fossa das Marianas, as placas envolvidas foram as do Pacífico e das Filipinas, que se chocaram há mais ou menos 50 milhões de anos. E como as placas continuam se movendo desde então, não seria nenhuma novidade se ao passar dos próximos milhares de anos a profundidade na região se tornasse ainda maior.

Apesar de todas as explorações feitas na região ao longo da história, catalogar todas as espécies que vivem por lá é uma tarefa extremamente difícil, e por isso provavelmente existem milhares de animais, com características únicas, que os cientistas ainda não conhecem. Quem sabe quais outros mistérios podem estar escondidos na região mais profunda do oceano além dessas curiosas formas de vida?

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