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Fingir uma atitude positiva no trabalho pode fazer você beber mais álcool no fim do dia

Empregados que se forçam a sorrir e serem felizes na frente dos clientes – ou que tentam esconder sentimentos de aborrecimento – podem estar em risco de beber mais depois do trabalho, de acordo com pesquisadores.

Uma equipe de pesquisadores da Penn State University, EUA, estudou os hábitos de consumo de pessoas que trabalham rotineiramente com o público, como pessoas em serviços de alimentação, enfermeiras ou professores.

bebida bar
Shutterstock

Eles encontraram um elo entre aqueles que regularmente fingiam ou amplificavam emoções positivas, como sorrir, ou reprimir emoções negativas e beber mais depois do trabalho.

Alicia Grandey, professora de psicologia na Penn State, disse que os resultados sugerem que as empresas podem querer reconsiderar políticas de “serviço com um sorriso”.

“Fingir e reprimir emoções com clientes causa muito estresse nos funcionários”, disse Grandey. “Não é apenas um mal-estar que os faz buscar uma bebida. Em vez disso, quanto mais eles têm que controlar as emoções negativas no trabalho, menos eles são capazes de controlar sua ingestão de álcool depois do trabalho.”

Embora pesquisas anteriores tenham mostrado uma conexão entre trabalhadores de serviços e problemas com a bebida, Grandey disse que as razões não eram conhecidas. Ela formulou a hipótese de que ao fingir ou reprimir emoções na frente dos clientes, os funcionários podem estar usando muito autocontrole. Mais tarde, esses funcionários podem não ter mais tanto autocontrole para regulamentar a quantidade de álcool que eles consomem, isto é, eles esgotaram a “quantidade” de autocontrole que eles tem por dia.

“Sorrir como parte do seu trabalho parece ser algo realmente positivo, mas fazer isso o dia todo pode ser desgastante”, disse Grandey.

Image by Alexas_Fotos from Pixabay

Para o estudo, os pesquisadores usaram dados de entrevistas por telefone com 1592 trabalhadores nos EUA. Os dados vieram de uma pesquisa maior financiada pelo National Institutes of Health, que incluiu quase 3000 participantes representativos da população ativa dos EUA.

Os dados incluíam informações sobre a freqüência com que os participantes falsificaram ou reprimiram as emoções, bem como com que frequência e quanto os participantes bebiam depois do trabalho. Os pesquisadores também mediram o quão impulsivos eram os participantes e quanta autonomia eles sentiam ter no trabalho.

“A relação entre a atuação superficial e a bebida após o trabalho é mais forte para as pessoas que são impulsivas ou que não têm controle pessoal sobre o comportamento no trabalho”, disse Grandey. “Se você é impulsivo ou constantemente informado sobre como fazer seu trabalho, pode ser mais difícil refrear suas emoções o dia todo, e quando você chega em casa, você não tem esse autocontrole para parar depois de um copo.”

Foto por Chan Walrus via Pexels

De acordo com Grandey, os resultados – publicados recentemente no Journal of Occupational Health Psychology – sugerem que esse fingimento de felicidade é menos propenso a criar problemas quando o trabalho é pessoalmente gratificante para o funcionário.

“Enfermeiros, por exemplo, podem amplificar ou falsificar suas emoções por razões claras”, disse Grandey. “Eles estão tentando consolar um paciente ou construir um relacionamento forte. Mas alguém que está fingindo emoções para um cliente que talvez nunca mais veja, pode não ser tão recompensador e, em última instância, mais desgastante ou exigente”.

Fonte: Penn State University

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