Família recebe quase US$ 1.000.000.000 após revelação de detalhes perturbadores sobre como hospital conduziu o parto do bebê

por Lucas Rabello
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Uma família recebeu uma indenização histórica de quase um bilhão de dólares após um parto catastrófico em um hospital de Salt Lake City, nos Estados Unidos. O caso revela uma série de falhas médicas que resultaram em graves deficiências para uma criança.

A menina, Azaylee, hoje com cinco anos de idade, sofreu danos cerebrais irreversíveis durante seu nascimento, em outubro de 2019. Seus pais, Anyssa Zancanella e Danniel McMichael, estavam de férias na cidade quando o trabalho de parto começou.

Eles foram para o hospital local, um lugar que deveria representar segurança. No entanto, a equipe que atendeu Anyssa era composta por enfermeiras que haviam terminado seu treinamento apenas no dia anterior. Essas profissionais foram descritas como inexperientes.

Os problemas começaram com a administração de doses excessivas de Pitocina, um medicamento usado para induzir e acelerar as contrações. As enfermeiras também não souberam identificar e reagir a sinais claros de que o bebê estava em sofrimento.

A mãe teve seu bebê em um hospital local (Facebook/Anyssa Zancanella)

A mãe teve seu bebê em um hospital local (Facebook/Anyssa Zancanella)

Os sinais de alerta incluíam a pressão arterial preocupante do bebê e uma febre desenvolvida pela mãe. Preocupadas, as enfermeiras chegaram a chamar um médico mais experiente. A resposta foi assustadora: o médico plantonista decidiu voltar a dormir em um quarto ao lado.

A situação exigiu uma cesariana de emergência. Especialistas acreditam que foi durante esse procedimento que Azaylee foi privada de oxigênio, o que causou a lesão cerebral.

Ao nascer, a bebê apresentava o rosto inchado, hematomas e a cabeça com formato irregular. As consequências desses erros médicos acompanharão Azaylee por toda a vida.

Ela precisa de cuidados intensivos 24 horas por dia devido a convulsões regulares. Seus advogados afirmam que ela não possui a função cognitiva ou executiva de outras crianças de sua idade.

Especialistas em saúde avaliam que ela nunca terá condições de trabalhar, dirigir um carro ou frequentar uma escola ou faculdade para sua educação.

Sua mãe, Anyssa Zancanella, compartilha a dor de ver a filha presa em seu próprio corpo. Ela diz saber que sua filha está ali, mas impossibilitada de se comunicar e interagir com o mundo.

O caso foi julgado pelo Juiz Patrick Corum do Terceiro Distrito de Salt Lake. Em sua decisão, ele foi contundente ao criticar a conduta do hospital.

Especialistas em saúde detalharam o impacto do parto (Facebook/Anyssa Zancanella)

Especialistas em saúde detalharam o impacto do parto (Facebook/Anyssa Zancanella)

O juiz afirmou que a mãe teria estado mais segura se tivesse dado à luz no banheiro de um posto de gasolina ou em uma cabana em qualquer lugar, do que naquele hospital.

Ele concedeu à família uma indenização de 951 milhões de dólares. O juiz descreveu a perda como profunda, total e completa, referindo-se à pessoa que Azaylee merecia ser e que agora está presa dentro de uma criança com dano cerebral.

A batalha da família, no entanto, ainda não terminou. A rede de hospitais, a Steward Health Care, foi considerada responsável, mas entrou com pedido de falência. Isso torna a cobrança da indenização bastante complexa.

Os advogados da família esperam conseguir recuperar pelo menos metade do valor total concedido pela justiça. Eles continuam atuando para garantir que a menina tenha os recursos necessários para seu cuidado vitalício.

Fundador do portal Mistérios do Mundo (2011). Escritor de ciência, mas cobrindo uma ampla variedade de assuntos. Ganhou o prêmio influenciador digital na categoria curiosidades.
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