Evidências apontam que nazistas abusaram no consumo de drogas pesadas durante o Terceiro Reich

Para os historiadores e estudiosos, o Terceiro Reich é sem dúvida um ponto histórico repleto de curiosidades e antagonismos. Mesmo sendo um dos temas mais estudados pela história, há um lado extremamente importante a ser considerado: o papel das drogas nisso tudo.

Pensando nisso, o pesquisador alemão Norman Ohler partiu em uma busca, que rendeu a ele dados capazes de formar o seu livro de 384 páginas, o High Hitler (Hitler Chapado). Ele relata que “foi uma grande surpresa se deparar com o uso de drogas tanto pelos oficiais do governo como pelos soldados”.

Após encontrar vários documentos oriundos de uma pesquisa de campo bem aprofundada, Ohler achou inclusive alguns diários que descreviam detalhadamente a vida do exército alemão. Entre esses arquivos havia registros da descoberta e uso da metanfetamina.

Segundo o autor do livro, o exército e a aeronáutica eram os maiores usuários de metanfetamina, já que seus efeitos são intensos de euforia, aumento do estado de alerta e da auto-estima, além da percepção das sensações diminuindo o apetite, a fadiga e a necessidade de dormir.

Essa droga possibilitava que os soldados ficassem três dias e três noites sem dormir, o que era importante para a forma em que a Alemanha estava conduzindo suas batalhas. Sem as drogas, segundo o autor, o rumo das guerras teria sido bem diferente.

A grande ironia de tudo, nas palavras do próprio autor, era que Hitler não usava as mesmas drogas que os seus soldados, nem bebia ou fumava, preferindo “manter-se limpo”. Entretanto, ele consumia certas “vitaminas de poder”, que na verdade eram opioides e hormônios animais.

O livro de Norman aborda a temática em uma linguagem acessível para qualquer um que esteja interessado no assunto – sem contar a abordagem cômica, repleta de humor alemão, que é inserida no contexto histórico da relação do Nazismo e as drogas.

[New Republic]

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