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Estudo mostra como seria quebrar a velocidade da luz, e é bizarro

Lucas R.

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Estudo mostra como seria quebrar a velocidade da luz, e é bizarro
A luz é o limite máximo de velocidade em nosso Universo, mas um estudo usou algumas brechas na relatividade para superar esse limite.

A luz é o limite máximo de velocidade em nosso Universo, conforme estabelecido pela teoria especial da relatividade de Einstein. Quanto mais rápido algo se move, mais massivo fica esse objeto, e para chegar na velocidade da luz, seria necessário uma energia infinita para continuar acelerando esse objeto – energia essa que nem mesmo todo o universo tem.

Além disso, se algo tentasse ir ainda mais rápido, teríamos problemas com a reversão do tempo e a causalidade seria comprometida. No entanto, pesquisadores da Universidade de Varsóvia, na Polônia, e da Universidade Nacional de Cingapura, descobriram uma forma de ultrapassar os limites da relatividade e criar um sistema que não entra em conflito com a física existente.

Eles criaram uma “extensão da relatividade especial” que combina três dimensões de tempo com uma única dimensão de espaço, em vez das três dimensões espaciais e uma dimensão de tempo que estamos acostumados.

Além da velocidade da luz

Este novo estudo fornece evidências de que os objetos podem ser capazes de ir mais rápido que a luz sem quebrar completamente as leis atuais da física. Além disso, essa nova teoria pode ajudar a unir a mecânica quântica com a teoria especial da relatividade de Einstein, dois ramos da física que atualmente não podem ser reconcilidos em uma única teoria abrangente.

No entanto, para entender como uma partícula superluminal se comportaria, precisaríamos recorrer a teorias de campo, que são usadas na física quântica.

De acordo com o novo modelo, os objetos superluminais (que se movem mais rápido que a luz) pareceriam uma partícula se expandindo como uma bolha no espaço, semelhante a uma onda em um campo. No entanto, a velocidade da luz no vácuo permaneceria constante mesmo para os observadores que viajam mais rápido que ela, preservando um dos princípios fundamentais de Einstein. Isso é importante porque preserva a noção de causalidade, ou seja, o fato de que um evento só pode ser causado por outro evento que o precedeu.

Apesar de ainda não termos uma teoria completa que permita a viagem superluminal, este novo estudo fornece um passo importante na compreensão de como isso poderia ser possível dentro das leis da física. É possível que, no futuro, essa nova teoria possa nos levar a novas descobertas e avanços tecnológicos que hoje ainda são apenas um sonho. No entanto, é importante lembrar que ainda há muito a ser estudado e compreendido antes que possamos realmente explorar a possibilidade de viagem superluminal.

Enquanto isso, a teoria da relatividade especial de Einstein continua sendo uma parte fundamental da física moderna e tem sido confirmada por muitas experiências e observações. Ainda é o marco teórico que usamos para entender o comportamento da luz e da matéria em altas velocidades, e tem sido crucial para o desenvolvimento de tecnologias como o GPS, que dependem da precisão dos relógios atômicos e da relatividade para funcionar corretamente.

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Editor-chefe do portal Mistérios do Mundo desde 2011. Adoro viajar, curtir uma boa música e leitura. Ganhou o prêmio influenciador digital na categoria curiosidades.