Estrutura desconhecida descoberta sob a areia perto da Grande Pirâmide de Gizé

por Lucas Rabello
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Pesquisadores escavando perto da Grande Pirâmide de Gizé descobriram uma intrigante estrutura subterrânea, enterrada entre 0,45 e 2 metros abaixo da superfície no Cemitério Ocidental. O local, bem ao lado da imponente Grande Pirâmide de Khufu, está adicionando novos capítulos à longa história das maravilhas arqueológicas do Egito.

A descoberta foi documentada em um estudo de 5 de maio, conduzido por uma equipe conjunta do Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica do Egito, juntamente com a Universidade Internacional Higashi Nippon e a Universidade de Tohoku, ambas do Japão. A estrutura, uma anomalia em forma de L, abrange aproximadamente 10 por 15 metros. Ao contrário da pirâmide vizinha, que se ergue majestosamente acima do solo, essa estrutura está completamente preenchida com areia, sugerindo que foi intencionalmente enterrada após a construção.

Esta não é a única curiosidade. Aproximadamente entre 5 a 10 metros abaixo da anomalia em forma de L, os pesquisadores encontraram uma ‘anomalia altamente resistente à eletricidade’, com cerca de 10 por 10 metros de tamanho. A equipe especula que isso pode ser uma mistura de areia e cascalho ou, intrigantemente, pode incluir vazios de ar.

“Material eletricamente resistente em uma duna de areia pode ser uma mistura de areia e cascalho, incluindo espaçamentos esparsos ou vazios de ar dentro dela”, notaram os pesquisadores. A função ou o conteúdo dessas anomalias subterrâneas permanecem um enigma, levando a equipe a considerar investigações mais detalhadas.

Estrutura desconhecida descoberta sob a areia perto da Grande Pirâmide de Gizé

O Cemitério Ocidental não é apenas um pedaço qualquer de areia; é um arquivo histórico, abrigando as tumbas da família do Rei Khufu. Essas tumbas se erguem acima de vários poços de sepultamento, adicionando camadas de significado histórico à área. No entanto, o local exato onde a nova estrutura foi encontrada anteriormente não mostrava sinais de tumbas, parecendo apenas um trecho de areia sem importância. “Não há restos significativos acima do solo nesta área, mas será que realmente não há nada abaixo do solo?” perguntaram provocativamente os pesquisadores em seu relatório. Até agora, nenhuma investigação subterrânea havia examinado abaixo dessa superfície arenosa.

Para desvendar esses segredos ocultos, a equipe utilizou radar de penetração no solo (GPR) e tomografia de resistividade elétrica (ERT), tecnologias que permitem aos arqueólogos visualizar o que está por baixo sem mover um único grão de areia. As descobertas iniciais sugerem que a estrutura superior pode consistir em paredes verticais de calcário ou poços, enquanto as especulações sobre o que está abaixo variam desde mais restos estruturais até possivelmente uma tumba.

As implicações de tais descobertas são monumentais, sugerindo aspectos ainda inexplorados da arquitetura e das práticas de sepultamento do antigo Egito. A pesquisa, iniciada em 2021, abriu novas avenidas para entender a complexa disposição e profundidade histórica do planalto de Gizé. As descobertas foram compartilhadas na revista Archaeological Prospection, onde a importância de vincular as estruturas rasas e profundas foi enfatizada pela equipe de pesquisa.

No entanto, a história completa sobre o que essas estruturas são e o que podem conter espera pacientemente sob as areias, com os pesquisadores alertando que “uma pesquisa mais detalhada seria necessária para confirmar essa possibilidade”. Como está, as areias do Egito continuam guardando seus antigos segredos, revelando apenas pedaços para manter o mundo curioso e estudiosos como esses em constante movimento.

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