Esta nova espécie de cobra pode te envenenar sem sequer abrir a boca

Foto: Divulgação

Recentemente, pesquisadores publicaram na revista eletrônica Zoosystematics and Evolution um artigo sobre um novo tipo de cobra pertencente à família Atractaspididae, capaz de realizar ataques laterais – uma característica impressionante, que desafia, por exemplo, a maior parte das técnicas humanas para imobilização e controle de cobras para extração de veneno.

A nova espécie recebeu o nome de Atractaspis branchi, e vem sendo chamada popularmente de “Stiletto de Branch”. A cobra foi encontrada durante pesquisas realizadas entre a Libéria e Guiné e representa uma espécie totalmente nova dentro da família Atractaspididae, conhecida pela sua forma corporal que beneficia a escavação.

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A principal característica que chama atenção na nova espécie é a capacidade que elas têm para realizar ataques laterais, com uma presa que se projeta a partir do conato de suas bocas. “Felizmente”, para nós, a maioria das cobras desta espécie não possuem veneno suficiente para matar um ser humano, mas podem causar danos sérios na pele e no tecido que perfurarem com suas presas. Apesar de não terem tanto potencial de risco para os seres humanos, as cobras desta espécie apresentam um novo desafio para a herpetologia, já que as técnicas normalmente utilizadas para imobilização e controle das cobras podem não ser úteis para esta espécie, que pode realizar ataques com a parte lateral do crânio.

A região da Guiné onde foi encontrada a cobra em questão é conhecida por sua fauna diversificada, mas infelizmente possui uma grande quantidade de espécies em risco de extinção.

De acordo com uma publicação do Phys.org acerca da A. branchi, os estudos realizados sobre a nova espécie revelaram também que ela é capaz de saltar por distâncias superiores ao tamanho do seu próprio corpo, o que apenas contribui para sua habilidade de caça. Entre os três espécimes utilizados para a descrição científica da cobra, dois foram encontrados em plantações de banana e café na região sudeste de Guiné.

Segundo os pesquisadores, “novas pesquisas são necessárias para determinar o alcance da nova espécie, bem como suas necessidades ecológicas e propriedades biológicas”.

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