Esse é o motivo pelo qual algumas pessoas não conseguem enrolar a língua

Todo mundo sabe que algumas pessoas conseguem enrolar suas línguas e outras não – e que a habilidade é herdada dos pais. Certo? Na verdade, não.

Acontece que ninguém sabe realmente porque alguns de nós podem enrolar nossas línguas e outros não, mas especialistas dizem que a hereditariedade provavelmente não é a chave.

“É extremamente improvável que enrolar a língua seja um traço genético, já que é um comportamento bastante complexo e sem dúvida não é um traço simples”, Dr. Khalil Iskarous, professor assistente de Linguística da Universidade do Sul da Califórnia, disse ao jornal The Huffington Post.

A explicação genética para o enrolar da língua parece ter se originado com um estudo de 1940 do proeminente geneticista americano Alfred Sturtevant (1891-1970). Mas um estudo realizado em gêmeos, no ano de 1952, refutou as descobertas de Sturtevant. Ele mostrou que cerca de 70 por cento dos gêmeos idênticos compartilham essa habilidade.

“Se enrolar a língua fosse algo puramente genético, gêmeos idênticos seriam idênticos. Assim, sabe-se que enrolar a língua não é uma característica puramente genética”, disse o Dr. John McDonald, professor associado de ciências biológicas na Universidade de Delaware ao The Huffington Post em um e-mail. “Na realidade, quase tudo na anatomia e no comportamento humano é determinado por uma mistura complicada de múltiplos genes e do ambiente”.

McDonald disse à PBS Newshour que os genes podem ter alguma influência na habilidade de enrolar a língua, mas não há um único gene para a habilidade.

Além do mais, McDonald disse que há evidências de que pessoas podem aprender a enrolar a língua. Ele apontou para um pequeno estudo conduzido por um de seus alunos, no qual 10 participantes que não conseguiam enrolar a língua foram solicitados a praticar o ato. Depois de uma semana de prática, um participante conseguiu um bom desempenho.

“O ato de enrolar é bastante interessante, uma vez que parece ser a consequência de algumas sinergias interessantes entre músculos – o que não entendemos – mas é uma consequência que não parece ser usada ​​em qualquer um dos usos básicos da língua em seres humanos: engolir, mastigar, falar, amamentar e beijar”, Iskarous disse no e-mail.

“Então, por que ser capaz de fazer isso, quando não é algo que precisamos, exceto para impressionar as pessoas? E como, biomecanicamente, fazemos isso? Essas são perguntas interessantes!”

[HuffPost]

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