Essas são as lendas e mitos ancestrais que foram provados verdadeiros pela ciência

Quem não ama uma boa história? Quando o mundo se mostra cada vez corrido e difícil de se lidar, às vezes é bom tirarmos um tempo para o aconchegante conforto de livros de ficção, filmes e videogames. Vale lembrar, no entanto, que muitas ficções fantásticas foram inspiradas por eventos da vida real, tanto pequenos quanto os de grande porte.

Mais incrível ainda é que alguns mitos e lendas se tornaram verdadeiros e, em muitos casos, a realidade superou as histórias. Confira a seguir e surpreenda-se com algumas lendas e mitos ancestrais que foram provados verdadeiros pela ciência:

1 – A Caverna dos Sonhos Esquecidos

O misterioso “spray” dentro da caverna, juntamente com pinturas e traços de carvão sobrepostos para enfatizar os detalhes.

Ao Sul da França, você pode encontrar a caverna Chauvet-Pont D’Arc, que foi uma vez habitada pelos nossos antepassados ​​há 37 mil anos. Naquela época, a humanidade ainda não havia engendrado qualquer tipo de civilização avançada – éramos em grande parte nômades, e nossos primos, os neandertais, haviam acabado de morrer.

Esta caverna é um tesouro arqueológico e antropológico. Suas paredes são adornadas com obras de arte pigmentadas que representam a vida selvagem de modo extremamente amplo. De cervos, ursos e leões gigantes até rinocerontes lanudos, esses animais são cercados por imagens de pessoas em suas vidas tranquilas. Graças a isso, este local às vezes é chamado de caverna de sonhos esquecidos.

Em 1994, um mural bastante incomum foi encontrado em uma das paredes cavernosas, uma que se sobrepôs parcialmente a alguns desses cervos gigantes. É difícil de descrever, mas parece muito com um spray com algumas marcas assustadoras. Durante várias décadas, a maioria pensava que esta era uma imagem abstrata, mas isso seria incomum, pois as imagens na caverna descreviam principalmente coisas literais.

Uma equipe de pesquisadores acredita que possa ser uma erupção vulcânica. Como aconteceu, os restos de uma erupção poderosa apenas a 35 quilômetros da caverna foram encontrados no campo vulcânico Bas-Vivarais.

2 – O Desaparecimento de Teonimanu

Os habitantes de Salomão contam o conto de Roraimenu, um homem cuja esposa decidiu fugir com outro homem da ilha de Teonimanu. Claramente aborrecido, ele foi amaldiçoado e viajou para a ilha em questão.

Quando chegou lá, ele plantou duas mudas de taro e manteve uma para si. De acordo com as regras da maldição, uma vez que sua própria planta começasse a brotar, um desastre atingiria a ilha. Então, vendo do topo de uma montanha, ele observou uma série de ondas esmagarem a ilha, fazendo com que ela desaparecesse.

Teonimanu realmente foi um lugar real que desapareceu, embora não esteja inteiramente claro quando. As ondas sozinhas não conseguiriam fazer ilhas vulcânicas pequenas, porém altas desaparecerem, mas um tremor submarino sim. A ilha sempre foi equilibrada à beira de uma inclinação instável e subaquática. Porém, um terremoto importante sacudiu a região, causando o colapso da ilha sob as ondas.

Este deslizamento de terra do tamanho teria forçado muitas águas a se movimentarem, o que teria gerado uma enorme série de megatsunamis.

3 – Vampirismo em céus coreanos

Textos filosóficos falaram de uma explosão de luz nos céus sobre a Coreia em 11 de março de 1437. Na época, a península não estava dividida em duas nações, mas estava unida sob o domínio da dinastia Joseon. Era certamente um estado imperial avançado, em que a linguagem, a escrita, a moeda e a lei estavam bem desenvolvidas. A ciência também fez uma estreia – particularmente na forma de astronomia.

Naquela noite, em 1437, alguns observadores de estrelas viram um flash acima de suas cabeças, que pareceu durar duas semanas inteiras antes de desaparecer. Na época, alguns pensavam que era um evento divino; o mais fundamentado suspeitava que era o nascimento de uma nova estrela.

Até 2017, onde uma equipe de pesquisadores resolveu o mistério. Intrigado com as descrições deste curioso evento, a equipe rastreou os restos da explosão à Constelação de Escorpião. As brasas brilhantes da antiga explosão, juntamente com algumas placas fotográficas antigas, revelaram que não era uma estrela recém-nascida, mas uma nova.

Uma nova é o resultado de uma anã branca – o núcleo morto de uma estrela antiga – e uma estrela companheira dançando destrutivamente em torno de si. A densa anã rouba o gás hidrogênio de sua parceira até atingir uma massa crítica, em que colapsa sob a influência da gravidade e desencadeia uma reação de fusão imparável.

Isso culmina em uma explosão maciça, que pode ser claramente vista da Terra. Então, não foi um nascimento que foi testemunhado todos aqueles séculos atrás – foi um ato de vampirismo estelar espotâneo.

4 – Os Fogos de Queensland

Os povos aborígenes têm a tradição de passar as histórias oralmente, o que significa que elas geralmente não são escritas. Muitas vezes, elas são extremamente vívidas e descrevem eventos que foram ambos cataclísmicos e harmoniosos em igual intensidade.

Uma dessas histórias foi transmitida por 230 gerações de povos aborígenes de Gugu Badhun. É uma história espetacular de 7.000 anos, que antecede a maioria das grandes civilizações do mundo.

Uma gravação em fita feita na década de 1970 documentou um ancião falando de uma enorme explosão que agitou a terra, seguido pela revelação de uma enorme cratera. O pó produzido tomou conta dos céus e, se teve pessoas que entraram na névoa, elas nunca mais foram vistas. O ar estava fervendo, e ao longo dos rios e da costa, tudo estava em chamas.

Uma equipe curiosa de pesquisa descobriu que Kinrara, um vulcão agora extinto, mas uma vez violento, no Nordeste da Austrália, entrou em erupção no momento em que essa história foi contada pela primeira vez. Essa explosão particular teria sufocado a região em cinzas, além de ter gerado enormes fluxos de lava que teriam queimado a própria terra em que os antepassados ​​aborígenes andavam.

Surpreendentemente, a história sobreviveu até hoje sendo passada de gerações milenares.

5 – O Peixe-gato da Destruição

Embora a figura de origem chinesa do dragão fosse vista como o principal antagonista do folclore japonês, durante o século 18, foi gradualmente decidido que um peixe-gato gigante conhecido como Namazu era o verdadeiro culpado. Conhecido como um yo-kai, uma criatura que provoca infortúnio, foi dito que o balanço de sua cauda causava terremotos catastróficos.

Em certos momentos, o deus Kashima conseguia imobilizá-lo, mas, às vezes, quando ele não estava olhando, o peixe-gato conseguia causar uns tremores sérios. Em 1855, Edo (agora Tóquio) foi atingida por um terremoto de 7.0M, cuja intensidade de agitação recorde destruiu grande parte da cidade e matou até 10 mil pessoas – e pensava-se que o tremor mortal de Namazu teria sido o responsável.

Na realidade, esse evento foi causado pela ruptura súbita ao longo da junção complexa das Placas tectônicas do Mar Eurasiático e Filipino. Este tipo de terremoto acontecerá de novo algum dia, mas agora sabemos que são as forças da natureza trabalhando, não as travessuras de um monstro aquático. [IFL Science]

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