Essas 8 pessoas fizeram coisas absurdamente bizarras em nome da ciência

Procedimentos médicos salvam vidas, mas para chegarmos até essas práticas tão difundidas e de sucesso foram necessários muitos testes e experimentos. A questão é que dificilmente pensamos como foram feitos e, às vezes, como você verá a seguir, uma boa dose de coragem e loucura foram necessárias para que grandes descobertas fossem feitas. Bom, pelo menos em alguns casos.

Essas pessoas fizeram coisas absurdamente bizarras em nome da ciência. Veja só:

8 – Ingerir vômito para provar que a febre amarela não era contagiosa

© Wikimedia Commons

Stubbins Ffirth era um homem com uma missão. Ao escrever sua tese médica em 1802, Ffirth desenvolveu uma teoria de que a febre amarela não era contagiosa. Hoje, sabemos que a febre amarela é transmitida por mosquitos ou sangue, mas em 1802, a febre amarela era considerada altamente contagiosa.

Ffirth discordava e, para provar sua teoria, ele ousou fazer alguns experimentos bizarros em nome da medicina. Ele pegou o vômito preto que era um sintoma da doença e esfregou-o em feridas abertas que cortou em seus antebraços. Ele também esfregou vômito em seus olhos. E quando nada aconteceu, ele tomou o vômito direto do paciente e engoliu. E para finalizar, ele transformou o material em pílula e a engoliu.

Apesar de todos esses experimentos verdadeiramente repugnantes, ele não foi infectado e ele provou que estava certo em sua teoria.

7 – Espetar a si próprio para ver se dor é sentida através dos ossos

© Pixabay

A história da compreensão da dor é longa e excruciante. Para realmente entender o sentimento da dor, auto-experimentadores testaram todos os tipos de formas sobre como testar a dor há séculos. Os médicos e pesquisadores britânicos Jonas Kellgren e Sir Thomas Lewis documentaram extensivamente seus métodos nos anos 1930. Durante um período de um ano, eles se injetaram mais de mil vezes com produtos químicos dolorosos, testando músculos, tendões, cartilagens e ossos para estudar exatamente como a dor deles se comportava.

Não contente com injeções dolorosas, Kellgren decidiu descobrir como a dor era sentida dentro do osso. Depois de anestesiar a pele e os ossos, Kellgren passou um fio de metal na tíbia. Acontece que, embora o próprio osso não sinta dor, o interior esponjoso de nossos ossos realmente sente.

Apesar de todas as suas dores e sofrimentos, esses dois continuaram suas vidas normalmente e muito se deve a medicina devido a suas descobertas.

6 – Ingerir vermes do intestino de um cadáver para compreender a transmissão de parasitas

© Wikimedia Commons

Giovanni Grassi foi um médico italiano que trabalhava em parasitologia. Ao conduzir uma autópsia em 1878, ele descobriu que o intestino do cadáver estava cheio de ovos de tênia. Grassi viu ali uma oportunidade para estudar a transmissão da tênia, e quem melhor para testar isso, senão ele mesmo?

Depois de confirmar de que ele próprio estava livre de vermes, Grassi engoliu os ovos e esperou. Um mês depois, Grassi começou a sentir desconforto intestinal e encontrou ovos de vermes em suas próprias fezes (como era de se esperar). Grassi descobriu que os vermes são transmitidos através de fezes infestadas de ovos e seu intestino estava cheio deles. De fato um sucesso (bem nojento) para celebrar.

5 – Passar seis meses comendo apenas queijo, bolachas e cerveja para descobrir que faz mal

© Wikimedia Commons

Nos dias de longas viagens marítimas, o escorbuto era uma ameaça para os marinheiros e para os passageiros. Causada por uma deficiência de vitamina C, os sintomas do escorbuto incluem fraqueza, doença gengival, má cicatrização de feridas, infecção e eventual morte. A ligação entre a cicatrização de feridas e a vitamina C foi hipotetizada por um jovem cirurgião chamado John Crandon em 1939.

Para provar a hipótese da conexão do escorbuto com baixos níveis de vitamina C, Crandon precisava induzir a deficiência de vitamina C em um corpo, e achou melhor usar o seu próprio. Ele cortou tudo de sua dieta, exceto queijo e bolachas e decidiu continuar até que os sintomas aparecessem.

Depois de 18 semanas de fadiga extrema e colegas preocupados, o corpo de Crandon não aguentou e ele desmaiou. Rapidamente injetaram em seu corpo 1000 miligramas de vitamina C e ele imediatamente se recuperou. No entanto, embora ele parecesse demonstrar que a deficiência era uma causa de má cicatrização de feridas, ele não podia dizer com certeza que era a vitamina C que o curou afinal, porque naquela época, lhe faltava diversas vitaminas e nutrientes diferentes.

4 – Injetar pus em sua própria genitália para provar a teoria de que gonorreia e sífilis são a mesma doença, só que em estágios diferentes

© Wikimedia Commons

John Hunter era um renomado anatomista e doutor em Londres. No entanto, Hunter não era infalível. Ele acreditava que a gonorreia e a sífilis eram a mesma doença em diferentes estágios. A doença era uma das grandes ameaças da época, e Londres, com suas milhares de prostitutas, estava repleta dela. A crença de Hunter em sua teoria era tão forte que ele injetou doenças venéreas em seu próprio membro. Ele precisava de um sujeito que sabia com certeza absoluta que nunca teve nenhuma condição, e o único homem em quem ele confiava era ele mesmo.

Hunter pegou pus de um homem infectado com gonorreia e injetou em si mesmo. Primeiro, Hunter desenvolveu gonorreia. Então, ele desenvolveu sífilis. Teoria provada! Exceto, é claro, que, sem que ele soubesse, Hunter havia injetado pus de um homem que tinha tanto gonorreia quanto sífilis. Anos depois que a confusão acabou se provando errada. A sífilis e a gonorreia são, definitivamente, duas doenças diferentes, e John Hunter acabou se infectando à toa.

3 – Alguns médicos tentaram descobrir se o câncer era contagioso injetando em si mesmos

© Wikimedia Commons

No fim do século 18, o Dr. James Nooth colocou sua vida e membro em risco para testar se o câncer era contagioso. Ele fez isso pegando um tecido cancerígeno e inserindo-o em seu próprio antebraço. Apesar de algum inchaço localizado, a ferida cicatrizou perfeitamente, e Nooth não pegou câncer.

O Dr. Nooth não foi a única pessoa a fazer isso. Do outro lado do canal na França, o Dr. Jean-Louis Alibert também injetou fluido em seu corpo para testar uma reação, desta vez de um paciente com câncer de mama. Além de alguma inflamação, ele também não foi afetado. Felizmente para esses senhores, assim como para outros, o câncer não é, de fato, contagioso.

2 – August Bier fez seu assistente injetar cocaína em sua espinha – e depois deu uma surra nele

Imagem de Clker-Free-Vector-Images por Pixabay

A anestesia espinhal é uma coisa que qualquer pessoa absolutamente não quer errar. Agora, imagine ser a primeira pessoa a passa por uma. August Bier foi esse homem. Em 1898, ele desenvolveu um método pelo qual injetava cocaína no líquido cefalorraquidiano na coluna. Tendo testado em seis pacientes que depois se queixaram de muitos efeitos colaterais dolorosos, Bier decidiu experimentar o procedimento em si mesmo.

Bier fez um assistente injetar anestesia em sua espinha, apenas para o procedimento dar errado,deixando-o com um buraco no pescoço que estava vazando líquido cefalorraquidiano. Imperturbável, Bier simplesmente se virou, e o assistente virou sua cobaia. Quando a anestesia entrou em vigor no seu assistente, ele testou sua eficácia chutando seu ajudante nas canelas, queimando-o com charutos e atacando-o em áreas sensíveis. O assistente anestesiado não sentiu nada. Sucesso!

1 – Frederick Hoelzel comeu todo tipo de coisa para compreender a digestão

© Pixabay

Frederic Hoelzel basicamente tratou seu estômago como uma lata de lixo. Ele ingeriu itens que normalmente não eram considerados alimentos, incluindo serragem, algodão, penas, rolhas – qualquer coisa não calórica que o enchesse, mas não o alimentasse de verdade. Posteriormente, ele fez isso nos anos 20 ao estudar ingestão de substâncias incomuns, testando a velocidade com que passariam pelo seu sistema.

Hoelzel aprendeu que uma pedra pequena levava 52 horas para percorrer seus intestinos, bolinhas de gude de aço levavam 80 horas e ouro demorava 22 dias. O menor tempo foi de um pedaço de fio, que levou apenas uma hora e meia. No entanto, essa mania de comer o não comestível deixou Hoelzel extremamente magro e desnutrido. Portanto, não faça isso em casa! [Ranker]

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.