Essa é a triste história da brasileira que ficou paraplégica por causa de um piercing

Uma jovem brasileira de 21 anos falou sobre a dor “insuportável” que sofreu quando gradualmente se tornou paraplégica depois de colocar um piercing no nariz.

No inverno do ano passado, Layane Dias, de Brasília, começou a ser afetada por dores em todo o corpo, disse ela à BBC News. Algumas semanas depois, ela não conseguia mais sentir as pernas. Eventualmente, ela perdeu todo o movimento do seu corpo do peito para baixo.

Depois de várias idas ao médico, ela foi diagnosticada com uma infecção Staphylococcus aureus causada por uma bactéria que pode se esconder na passagem nasal.

Em junho, um mês antes de começar a sentir os sintomas debilitantes, Layane acabou tendo o nariz perfurado. Os médicos acreditam que foi assim que a bactéria entrou em seu corpo.

Em meados de julho, a ponta do nariz acabou ficando com uma “bola vermelha” e ela desmaiou com febre. Como a condição só piorava, sua mãe teve que ajudá-la a tomar banho. Em pouco tempo, a dor tornou-se “insuportável”. Layane foi levada às pressas para o hospital e teve colocar uma sonda já que não conseguia urinar.

Os médicos não tinham certeza se ela tinha câncer ou síndrome de Guillain-Barré. Testes revelaram que Layane teve uma infecção no sangue, enquanto os exames mostraram que a garota estava com 500 mililitros de pus comprimindo três vértebras de sua medula espinhal.

Oswaldo Ribeiro Marquez, o cirurgião que removeu o fluido, disse à BBC News que não viu sequer um caso como o da jovem em sua carreira de 15 anos. Ele disse que era “muito provável e plausível” que foi o piercing que causou a infecção que desencadeou sua paraplegia, mas isso precisaria antes ser confirmado por testes.

A dermatologista Alessandra Romiti comentou que as complicações com piercings são extremamente raras. No entanto, ela enfatizou a importância de serem higienizados e esterilizados.

Ainda não está claro se Layane poderá andar novamente. A notícia de que permaneceria na cadeira de rodas foi um dos momentos mais difíceis para ela. “Eu fiquei arrasada. A princípio, foi uma situação muito triste”, contou. No entanto, desde que conheceu outros homens e mulheres que também são cadeirantes, adquiriu uma perspectiva otimista sobre a vida.

Layane reforça que não quer que sua história desestimule as pessoas que sentem vontade de ter um piercing. “O que quero é que tenham mais cuidado. As pessoas precisam conhecer muito bem o local onde vão fazer. Além disso, os profissionais precisam ser extremamente cuidadosos e ter muito cuidado na higienização dos itens”.

[BBC]

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