Essa é a maior e mais definitiva chave para a felicidade segundo a ciência

Ao longo das duas últimas décadas, algumas áreas da psicologia buscou compreender a ciência da felicidade e o potencial humano. Argumenta-se que os psicólogos não devem apenas investigar a doença mental, mas também o que torna a vida digna de ser vivida.

Martin Seligman, psicólogo positivista da Universidade da Pensilvânia, descreve a felicidade como a “experimentação de frequentes emoções positivas”, como alegria e contentamento, combinadas com sentimentos mais profundos de significado e propósito.

Isso implica uma mentalidade positiva no presente e uma perspectiva otimista para o futuro. Mas seria isso verdade?

Especialistas argumentaram que a felicidade não é um traço estável e imutável como prevê as linhas positivistas, mas algo flexível em que podemos trabalhar e, finalmente, nos esforçar para alcançar.

Pesquisas recentes indicam que a flexibilidade psicológica é a chave para uma maior felicidade e bem-estar. Por exemplo, estar aberto a experiências emocionais e a capacidade de tolerar períodos de desconforto pode nos permitir avançar para uma existência mais rica e mais significativa.

Estudos demonstraram que a forma como respondemos às circunstâncias de nossas vidas tem mais influência em nossa felicidade do que os próprios eventos.

Experimentar estresse, tristeza e ansiedade no curto prazo não significa que não podemos ser felizes no longo prazo.

Dois caminhos

Segundo o estudo, há dois conceitos de felicidade: o hedonista e o eudaimônico. Hedonistas consideram que, para viver uma vida feliz, devemos maximizar o prazer e evitar a dor. Esta visão é sobre a satisfação de apetites e desejos humanos, mas muitas vezes é de curta duração.

Em contraste, a abordagem eudaimônica leva a uma visão a longo prazo. Argumenta que devemos viver autenticamente e para o bem maior. Devemos buscar o significado e o potencial através da bondade, justiça, honestidade e coragem.

Se vemos a felicidade no sentido hedonista, buscamos novos prazeres e experiências para “completar” nossa felicidade. Também tentaremos minimizar sentimentos desagradáveis ​​e dolorosos para manter nosso humor alto.

Se tomarmos a abordagem eudaimônica, no entanto, buscamos o significado, usando nossos pontos fortes para contribuir com algo maior que nós mesmos. Isso pode envolver experiências e emoções desagradáveis ​​às vezes, mas muitas vezes leva a níveis mais profundos de alegria e satisfação.

Portanto, viver uma vida feliz não é evitar tempos difíceis; trata-se de ser capaz de responder à adversidade de uma forma que permita que você cresça a partir da experiência.

Crescendo através das adversidades

Uma pesquisa publicada no The Britsh Psychological Society mostra que enfrentar as adversidades pode realmente ser benéfico para todos nós, dependendo de como respondemos a elas. Tolerar o sofrimento pode nos tornar mais resistentes e nos levar a agir em nossas vidas, como a busca de um novo emprego, o desenvolver de uma carreira ou a superação de dificuldades em geral.

Em estudos feitos com pessoas que enfrentam um trauma, muitos descrevem sua experiência como catalisador de mudanças profundas e transformação, levando a um fenômeno conhecido como “crescimento pós-traumático”.

Muitas vezes, quando as pessoas enfrentaram dificuldades, doenças ou perdas, elas descrevem suas vidas como mais felizes e mais significativas como resultado. Ao contrário da alegria, que é um estado transitório, levar uma vida mais feliz está relacionada com o crescimento individual ao encontrar significado, mesmo que fiquemos tristes às vezes.

Trata-se de aceitar nossa humanidade com todos os seus altos e baixos, apreciando as emoções e aproveitando sentimentos dolorosos para alcançar nosso potencial total.

[Science Alert]

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