Essa é a diferença entre a pneumonia do COVID-19 e a convencional

Infelizmente, ainda não temos uma forma direta de combater o novo coronavírus. Apesar de, para muitos de nós, o vírus parecer inofensivo, já que cerca de 80% dos infectados conseguem se restabelecer sem a necessidade tratamento especializado, as consequências que o COVID-19 têm deixado o mundo inteiro em alerta.

Os pacientes dos grupos de risco – as pessoas idosas, diabéticas, hipertensas, cardíacas e asmáticas –  acabam sofrendo consequências maiores, que podem levá-los à morte. Uma das consequências é uma forte pneumonia, tanto é que o nome do novo coronavírus foi batizado como Sars-CoV-2, uma sigla para “síndrome respiratória aguda grave por coronavírus 2”.

E, qual seria a diferença entre uma pneumonia comum e a pneumonia causada pelo coronavírus?

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Bem, a pneumonia comum é causada por bactérias e o resultado é uma inflamação nos pulmões, gerando a presença de pus que dificulta a respiração. Para tratar uma pneumonia comum, um antibiótico pode resolver o problema, em cerca de duas semanas.

Agora a pneumonia originada pelo COVID-19 advém de um vírus e é aí que está o problema: até agora não há um remédio capaz de combatê-la, apesar dos médicos estarem tentando tratar a doença com antivirais e antibióticos usuais. Essas tentativas são necessárias pois a pneumonia viral pode levar às infecções secundárias.

De início, os sintomas leves como tosse e febre aparecem, primeiros sinais de quando uma infecção atinge a árvore brônquica.

Os tecidos que protegem a região começam a ficar feridos, comprometendo os nervos que recobrem vias aéreas. É por isso que o paciente começa a tossir deliberadamente.

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No decorrer da piora do quadro de pneumonia, as unidades de troca de gás (O2 e CO2) acabam infectadas, resultando no despejo de material inflamatório nos pulmões.  Isso acaba impedindo a passagem de oxigênio para a corrente sanguínea, dificultando a situação para o corpo se livrar do CO2, que pode causar a morte. É por esse motivo que, nos hospitais, as pessoas internadas devem receber doses extras de oxigênio.

Os idosos correm um grande risco ao contraírem o COVID-19, já que o sistema imunológico enfraquece com o passar do tempo e os anticorpos passam a responder de forma menos eficiente.

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Apesar de ainda não ser possível afirmar sobre a extensão das sequelas que a pneumonia causada por COVID-19 deixa, alguns médicos de Hong Kong já observaram que alguns dos pacientes curados do país apresentaram uma redução de 20% a 30% em sua função pulmonar.

A recuperação do COVID-19 nem sempre é rápida e muitas pessoas portam o vírus sem sequer sentirem os sintomas. Já outras podem sofrer por semanas ou até mesmo alguns meses, sobretudo as pessoas que compõem o grupo de risco.

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