Essa artista com esquizofrenia desenha suas alucinações para lidar com o problema

Há um estigma social quando se trata de falar abertamente sobre doenças mentais e o impacto que elas têm na vida das pessoas. Muitos estão lutando com várias desordens e têm medo de se abrir. Mas compartilhar essas histórias pode ser importante para ajudar os outros a entender a saúde mental, porque cada história é única.

Foi o caso de Kate Elisabeth, que compartilhou sua vivência com a esquizofrenia que começou em sua adolescência e como usa a arte como forma de ajudá-la a lidar com a doença. “Eu sempre fui uma “artista”, só não percebi o que isso significava até que minha doença mental aparecesse. Eu desprezo o termo “doente mental”; isso implica que quem eu sou como pessoa é fundamentalmente corrompido e quebrado”.

“Infelizmente, assim que falo com as pessoas sobre o meu problema, sinto que é assim que me veem. Eles veem o estigma perpetuado pela mídia e os estereótipos imprecisos retratados em Hollywood. É precisamente por isso que sou tão aberta com o que vivo”.

11. Essa é a Kate, uma artista de 20 anos com esquizofrenia

View this post on Instagram

Hello my name is Kate Elisabeth, I am an intersectional feminist, queer, non-binary artist, and writer. Fully admitting that I'm Non-binary feels the same way when I admitted that I'm queer(bisexual). It means that I admit to myself that I'm not going to meet the same expectations that people have for me and that's ok. I can't keep trying to fit into those gender roles or conform to gender norms. I'm a "woman", sure, but what does that mean? Did you know some women are born without vaginas, or without certain biological aspects that would define them as a woman? Some women were born with higher testosterone. I can reproduce life and give birth. Some women are unable to do that. Does that make them less of a woman? Being a woman is an attitude and a life style. I'm a woman and I'm also more than that. I dont have a default setting. I am gender fluid. I have a chronic Illness called hashimotos, and it's an auto immune disease that weakens my thyroid and disrupts it's basic functions. My immune system attacks my thyroid. I also have schizophrenic symptoms which includes depression and anxiety. I enjoy drawing, art is a very important aspect of my life and I know that as long as I keep drawing and making art, I will be ok. No matter where I'm at in life, if I have some pencils and paper it's going to work out. At the moment, I'm very nervous about living life and enjoying it because of some past traumas. I struggle with acne too. I recently gained weight and I'm honestly really happy about that. I have a cat named Pamela and a boyfriend whos very supportive and wholesome. 🙂 Thanks for following me. ° ° ° ° #mentalhealth #lgbt #queer #genderfluid #artist #selfie #genderqueer #feminism #feminist #art #artwork #mentalillness #awkwardapostrophe #aesthetic

A post shared by Kate Elisabeth (@awkwardapostrophe) on

Ela foi “diagnosticada” com vários rótulos ao longo dos anos. “Aos 17 anos de idade eu finalmente fui diagnosticada com esquizofrenia depois que meus pais perceberam que minha saúde mental estava piorando”

10. “Eu desenho muitas das minhas alucinações, pois desenhar me ajuda a lidar com isso”

9. “Nas minhas alucinações eu ouço vozes, sons, ruídos aleatórios e muitas vezes vejo insetos, rostos e olhos sem corpos”

8. “Eu alucino insetos com frequência e minha depressão me faz sentir inútil como uma mosca. Estas ilustrações de insetos representam minha doença”

7. “Este é um autorretrato. Eu olhei no espelho e meus olhos fizeram isso. Resolvi pintar”

View this post on Instagram

Here's a painting i did. #art #artwork #artist #follow #paint #painting #love

A post shared by Kate Elisabeth (@awkwardapostrophe) on

6. “Eu tenho muitas emoções intensas e ouço vozes me dizendo para colocar fogo nas coisas”

5. “Aqui está um exemplo dos olhos sem corpo que vejo. Eles surgem em montes ou massas em minhas paredes ou pisos. Eles se transformam e se movem”

4. “Esta é a Birdie, ela canta para mim”

3. “Minha autoestima é muito baixa me sinto insignificante. Eu sempre desejei poder me transformar em uma pessoa mais bonita”

“Talvez, se eu roubar a beleza delas, terei então a minha própria”

2. “Como olhos às vezes se parecem, com mais daquelas cores e círculos estranhos”

1. “Organização, comunicação, paranoia, depressão, ansiedade e controle de minhas emoções são as maiores lutas para mim”

View this post on Instagram

A 10 minute self portrait: 3:30 AM. I would do more, but It's like I'm being watched from someone outside my range of focus. Theyre bleeding into my peripheral vision and whispering to me. Scoffing at me. The water I drink is filled to the brim with impurities, but I drink it anyway. The blueberry waffles cooking in the toaster may as well be plastic. The bugs crawling on me try in vain to eat away at my legs until I'm nothing more than a broken mannequin. This sense of inherent eternal damnation fills me with dread; I'm going to hell – like I'm not living it already. I hate the humiliation of people looking at me, even those in photos. As soon as I enter the room, they all know I'm an outsider. If I look at a photo of someone, they'll somehow be able to see me. Picking up a pencil, to draw these feelings and hallucinations is not entirely transparent; you cope with these symptoms after the fact – after they leave you, and you can stand up and live again. The photo above is my attempt at drawing something in my current state of mind: messy, corrupted, frustrated. People often commend me for being able to channel this into my art, as if drawing cute little bugs holding flowers can somehow cure me. I don't want people to be under the impression that this illness is as pretty as the art I create. There is nothing beautiful about mental illness. Rather, drawing those cute little bugs is a distraction from an otherwise hellish landscape. I feel like I'm running out of time, so I must be in a state of hurry. • • • #art #artwork #artist #love #illustration #draw #drawing #sketch #supernatural #sketchbook #portrait #pencil #ink #sketchbook #mentalhealth #lgbt #lgbtq #design #marvel #dc

A post shared by Kate Elisabeth (@awkwardapostrophe) on

“O que eu vivo não é fácil e pode ser debilitante, mas eu não vivo nas ruas gritando sobre abduções alienígenas. Isso não quer dizer que não há pessoas lá fora que são tão severas – elas existem. No entanto, há também pessoas como eu que ficam em casa a maior parte do tempo confinadas em seu quarto. É um espectro de sintomas com diferentes níveis de gravidade. A experiência de cada pessoa é única”.

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.