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Existe alguma ligação entre a esquizofrenia e o tabagismo?

O uso do tabaco pode causar um aumento nas probabilidades de desenvolver esquizofrenia.

A associação existente entre o consumo do tabaco e a esquizofrenia tem sido observadas há muito tempo. Só na Inglaterra, 42% dos cigarros são fumados por pessoas com problemas de saúde mental; nos Estados Unidos, aproximadamente 80% das pessoas com esquizofrenia fumam, o que é uma taxa elevada ao ser considerada com a porcentagem nacional, que é de 20%.

Um novo estudo, publicado na revista The Lancet, afirma que o consumo do tabaco pode ser um fator que causa a esquizofrenia. Ao finalizar uma análise de mais de 60 estudos, a equipe de pesquisadores descobriu que 57% das pessoas que foram diagnosticadas pela primeira vez com a doença eram fumantes; os pesquisadores afirmaram que (pelo menos em alguns casos), o tabagismo veio antes da psicose. Existem fatores genéticos para serem levados em conta, o que significa que apesar de que o diagnóstico possa não ter sido feito antes de a pessoa começar a fumar, eles poderiam ter tido uma predisposição genética para a doença.

O uso do tabaco pode causar um aumento nas probabilidades de desenvolver esquizofrenia.
O uso do tabaco pode causar um aumento nas probabilidades de desenvolver esquizofrenia.

Muitas vezes cogitou-se que pessoas com esquizofrenia são mais propensas a fumar ao buscar um alívio ao sofrimento causado pela doença. ajudando a amenizar sintomas como a dificuldade para raciocinar ou até para combater efeitos colaterais de medicações, mas não é exatamente o que o estudo parece mostrar.

O excesso de dopamina no cérebro é tido como a melhor explicação de psicoses como a esquizofrenia. Esta afirmação é apoiada pela evidência de que drogas bloqueadoras da dopamina ajudam a amenizar os sintomas, enquanto medicações que aumentam a liberação da substância tendem a agravá-los. A nicotina faz com que o cérebro libere mais dopamina.

“O fato é que é muito difícil de provar as afirmações sem um estudo randomizado”, afirmou o Dr. Michael Owen, da Universidade de Cardiff. O desenvolvimento de uma doença mental é complexo e definir todos os fatores que podem contribuir para o seu surgimento é uma tarefa difícil.

Adaptado de IFLScience.

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