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Encontrado túmulo de mais de 1000 anos que pertence a um dos mais antigos governantes maias

Arqueólogos que cavavam sob um palácio Maia na Guatemala relatam ter encontrado o túmulo de um antigo governante junto a uma máscara de jade e ossos, ambos pintados de vermelho brilhante.

O túmulo foi descoberto no local de El Perú-Waka, na floresta tropical do norte da Guatemala. Embora a densa cidade tinha centenas de edifícios, incluindo pirâmides, palácios, praças e casas, só foi redescoberta na década de 1960, quando trabalhadores em busca de petróleo esbarraram nas ruínas.

El Perú-Waka no norte da Guatemala

O local foi ocupado durante o período clássico dos Maias (cerca de 200 a 800 d.C.), e teve vínculos estreitos com as capitais rivais dos rios vizinhos Tikal e Calakmul. Uma família real muito poderosa uma vez governou Waka e controlou o que era uma importante rota comercial ao longo do rio San Pedro.

Uma equipe de arqueólogos americanos e guatemaltecos escavaram Waka desde 2003. Eles encontraram vários túmulos de reis e rainhas.

O local “Burial 80” durante a escavação. Um pote branco de pedra está no centro cercado de ossos que foram pintados de vermelho séculos depois do enterro.

Na última descoberta feita no inverno deste ano, os pesquisadores entraram sob a acrópole do palácio da cidade e descobriram o que poderia ser o túmulo real mais antigo do local. Com base no estilo de cerâmica encontrado no túmulo, eles pensam que o túmulo data de 300-350 d.C.

David Freidel, professor de antropologia na Universidade de Washington em Saint Louis e co-diretor das escavações, explicou em uma notícia que o túmulo do rei teria ajudado a tornar o palácio real um terreno sagrado para a dinastia Wak. “É como os antigos reis saxões da Inglaterra enterrados no Antigo Ministro, a igreja original embaixo da catedral de Winchester”, disse Freidel.

David Freidel

Freidel e seus colegas acreditam que o túmulo provavelmente pertencia a um rei por causa da máscara de jade pintada de vermelho que descrevia o governador como Deus do Milho, com a testa inscrita com um símbolo que significa “amarelo” e “precioso” na antiga língua maia.

O túmulo também continha diversos vasos cerâmicos, conchas e um pingente de crocodilo esculpido. O túmulo tinha sido reaberto pelo menos uma vez depois de 600 d.C. Ossos pintados já foram encontrados em túmulos maias, como o túmulo da Rainha Vermelha em Palenque, que estava completamente coberto de poeira de cinábrio.

Crânio da Rainha Vermelha, que foi enterrada em torno de 600-700 d.C.

Não havia inscrições no túmulo para revelar o nome do governante, mas Freidel e seus colegas suspeitam que ele poderia ser o rei Te’ Chan Ahk, um conhecido rei da dinastia Wak que governou no início do século IV. [Live Science]

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