Poluição atmosférica cai pelo mundo com a pandemia de coronavírus

De acordo com números revelados recentemente pela Universidade de Columbia à BBC, as emissões de monóxido de carbono por veículos automotores diminuíram 50% em Nova Iorque após o início da quarentena provocada pelo coronavírus. Estes dados aparecem como uma resposta à diminuição de 35% no tráfego normal da cidade, e não se trata de uma exclusividade nova-iorquina.

Segundo informações da ‘SuperInteressante’, a China, epicentro da Covid-19, também registra reduções significativas na emissão de poluentes: 25% menos CO2 nas últimas duas semanas.

E não é apenas o monóxido de carbono que está sendo emitido em menores quantidades. O metano, que também é um gás que provoca o efeito estufa, passou a ser emitido com menos intensidade durante a quarentena em Nova Iorque. Já o dióxido de nitrogênio vem registrando quedas também na China.

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Como já era esperado, informações vindas da Europa também dão conta de que a Itália, país que mais sofre com a Covid-19 em todo o mundo no que diz respeito a óbitos, vem observando drásticas reduções nos níveis de poluentes emitidos. No vídeo abaixo, publicado pela Agência Espacial Europeia (ESA), é possível ver a redução considerável capturada pelo satélite Copernicus Sentinel-5P em território italiano.

Essas alterações no nível de poluentes emitidos durante crises como a do coronavírus não constituem nenhuma novidade. Entretanto, o lado negativo é que após o fim da crise as emissões tendem a voltar ao nível anterior, e não raramente atingem picos até maiores, dados os incentivos que as indústrias costumam receber após períodos de crise. De qualquer forma, notícias como essas não deixam de ser um pequeno oásis de “boas novas” em meio a tantas informações tristes e negativas que chegam todos os dias.

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