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Raro tesouro arqueológico é encontrado em uma praia de São Paulo após a maré baixar

Com os ventos fortes constantes, os mares das encostas brasileiras se recuam a cada vez mais, fazendo encalhar diversas embarcações e trazendo prejuízos diversos aos moradores.

Do litoral de São Paulo ao Rio Grande do Sul, o mar chegou a recuar 50 metros e a maré baixa propiciou um achado arqueológico impressionante em uma praia do litoral de São Paulo.

Tudo aconteceu em 10 de Setembro de 2017, depois de que uma embarcação secular teria ficado encalhada na área da orla de Santos. O navio misterioso intrigou toda a população brasileira, de modo que estima-se que os destroços sejam do vapor Glória, encalhado no início do século, o que exige investigações minuciosas.

Vapor Glória, que aparece com frequência nas telas do pintor Benedicto Calixto, teria ficado encalhado na orla santista, em 1909.

Um bambu foi colocado no local para sinalizar o achado, evitando acidentes.

Agora, foi a vez do surgimento de um barril misterioso na praia do Guarujá, em São Paulo:

Apareceu um barril feito em madeira e ferro parcialmente enterrado na Praia do Tombo, no Guarujá. Depois de muitos pesquisadores terem visitado o local para averiguarem a nova descoberta, a professora de História Marília Oliveira Calazans, que também atua na área de Arqueologia, revelou que esse pode se tratar de um tesouro antigo, oriundo de um naufrágio ocorrido há muitos séculos.

“Nós sabemos que a área, pela história, é um lugar de achados em potencial, de forma que a Arqueologia frequentemente se depara com eles. Tudo isso é muito gratificante, como uma mensagem do passado vinda até nós no presente” – disse a professora.

Apesar da empolgação, o objeto misterioso permanece um enigma, pois não se sabe onde e como ele aconteceu. Os pesquisadores estão em busca de registros oficiais para saberem de qual embarcação o barril pertencia e como teria acontecido o naufrágio.

“Caso a hipótese de naufrágio esteja correta, o barril pode estar relacionado com outros naufrágios já conhecidos pela história, inclusive com o barco recém encontrado, já que há a dispersão das peças. Os documentos históricos auxiliam-nos a encontrar as referências, mas retirar o barril é primordial para o trabalho arqueológico e para a análise química, fora que podemos também encontrar o fabricante das peças, o que é importante. Mas é preciso preservar o contexto e ter cautela, usando a maré baixa para esse trabalho, pois é muito fácil destruir a pouca informação que temos. Todo caso, a parte mais excitante de toda descoberta ainda existe: o mistério.”

[Estadão][G1]

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