Ela nasceu com uma grave doença genética. Os doutores disseram a seus pais que deveriam se despedir de sua filha

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“Me disseram que sou um monstro, que deveria me matar, que pareço um extraterrestre, que assusto as pessoas…”, confessou Tiffany.

A doença se chama Disostosis espondilotorácica, mas é mais conhecida como a síndrome de Jarcho Levin, nome que se deu em homenagem aos primeiros doutores que documentaram sobre isso. Sua origem é genética e afeta a formação da coluna vertebral e as costelas do embrião. Aproximadamente aos 3 meses de gestação, pode-se saber se um bebê nascerá com esta estranha enfermidade.

Quando Tiffany Geigel nasceu, os médicos disseram a seus pais que ela padecia da síndrome de Jarcho Levin: sua filha não se desenvolveria como uma criança normal; seus ossos não iam crescer de maneira habitual, e sua coluna vertebral ficaria com uma forma arqueada. Provavelmente suas costelas não a deixariam respirar bem e isso seria fatal para ela: mas a família de Nova York não desistiu.

Desde pequena, Tiffany desafiou o mundo e a ciência que dizia que provavelmente ela não viveria muitos anos: lutou para crescer igual a todos os seres humanos, e seus pais lutaram contra um mundo doutrinado por estereótipos formados através do tempo.

Ela sonhava em ser bailarina.

“Meus pais me disseram, quando eu tinha apenas três anos, que eu podia ser quem eu quisesse ser, sempre e quando me esforçasse, e foi assim que me inscreveram nas aulas de balé”. – Tiffany Geigel, ao Caters TV.

Apesar de seus esforços, ela constantemente deve lutar contra os olhares e opiniões cruéis dos demais: apesar de que na escola não sofreu por bullying por parte de seus companheiros, no dia-a-dia, tem que suportar os comentários cruéis de algumas pessoas.

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The good old days at DANY studios #dancelife

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“Já me disseram que sou um monstro, que eu deveria me matar, que pareço um extraterrestre, que assusto as pessoas (…) Tudo é realmente muito cruel, coisas rancorosas. Entretanto, ainda que eu não possa controlar os olhares públicos das pessoas, quando estou em cima do palco sei que posso mudar essas percepções completamente”. – Tiffany Geigel, ao Caters TV.

Mas ela conseguiu cumprir seus sonhos: agora é dançarina profissional: de balé, tap, jazz, salsa e dança estilo Bollywood. Nos últimos 8 anos se dedicou a ensinar dança aos jovens de Nova York e dirige vários espetáculos na Broadway.

Com os medicamentos consegue suportar as dores na coluna que sente por causa de sua doença, mas o amor pelo que ela faz é muito maior: “é graças à dança que me mantenho tão saudável: ela realmente salvou a minha vida”, confessou a bailarina.

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#Behindthescenes at #rehearsal with #heidilatskydance

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Ela é um exemplo para todos nós.

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