E se você fosse a última pessoa na Terra?

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Imagine só a cena: você acorda, um belo dia, e descobre que é um sobrevivente. Sem obrigações, sem leis, sem regras… O que você faria nesse cenário? O que você faria se, na verdade, fosse a última pessoa na face da Terra?

Comeria tudo o que fosse possível, de graça? Andaria nu nas cidades, sem dar satisfações para ninguém? Dirigiria que nem um louco pelas ruas? Se mudaria para uma mansão ou até mesmo para o palácio de Buckingham? Ou fingiria que não estaria sozinho através da realidade virtual?

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Seja lá qual for o motivo pelo qual você esteja sozinho na Terra, todo mundo um dia já pensou sobre as inúmeras possibilidades de ser o único no planeta, apesar de ser também algo bem assustador de se pensar. E hoje, falaremos sobre como seria esse cenário e como você, no caso, poderia sobreviver nele.

Bem, de início, vale a pena lembrar que as chances de toda a espécie humana desaparecer completamente por um curto espaço de tempo são praticamente nulas, a menos que a Terra seja visitada novamente por um daqueles corpos celestes gigantes que exterminaram os dinossauros. Mas, imaginando um cenário fictício onde você seria o premiado, como conseguiria sobreviver? Será que encontraria o suficiente para comer e beber por um longo período de tempo? Onde iria se abrigar com segurança? E o mais importante de tudo: será que nós, seres humanos, podemos tolerar a solidão eterna?

A Terra sem Seres Humanos

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Inicialmente, você teria que lidar sozinho com o choque de tristeza ao perder seus amigos, familiares e outros entes queridos. Ah, e nada de psicólogos e terapia, viu?

Depois disso, de acordo com especialistas em sobrevivência e Bushcraft, existem três necessidades básicas simples: água, comida e abrigo. Encontrar um abrigo seria simples; haveriam muitos edifícios vazios para escolher e, inclusive, você poderia escolher o maior deles, como uma mansão, palácio, prédio governamental, etc. Só vale a pena se manter longe das grandes cidades, pois sem manutenção, elas seriam as primeiras a colapsarem: com as chuvas e calor provocando erosão nos edifícios, muitas inundações ocorreriam e a natureza rapidamente retomaria o seu lugar.

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Um ser humano pode sobreviver uma média de seis semanas sem comida, mas apenas alguns dias sem água. E vale a pena lembrar que, num mundo sem seres humanos e sem manutenção, não haveria eletricidade e nem água, já que as redes de transmissão parariam de funcionar.

Passo 1: Armazenando água e comida

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O primeiro passo, após encontrar um abrigo, seria armazenar o máximo de água possível: seja em tanques de armazenamento doméstico ou através da invasão de supermercados, onde seria possível adquirir quantidades consideráveis ​​de água engarrafada.

Vale a pena aproveitar tudo o que há de bom, nesse caso: comendo as frutas, verduras, tudo o que for possível comer antes que estraguem.

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Sobre os alimentos, a solução de mais longo prazo seria optar pelos enlatados, que podem permanecer em perfeitas condições até mesmo por décadas, desconsiderando o prazo de validade do fabricante.

O sobrevivente precisará de alimentos frescos nas próximas décadas, por isso será necessário o aprendizado de novas habilidades.

Passo 2: Encontrando uma fonte de combustível válida

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Provavelmente, se não existem regras, seria possível ir para qualquer lugar do mundo, certo? Errado!

Todos os meios de transporte que conhecemos, sejam carros, barcos ou aviões, estando abandonados, ficariam inúteis em um prazo de dois anos.

Por isso, você teria de pensar muito bem para onde ir e o que fazer, encontrando fontes válidas de combustível que sejam pelo menos suficientes para cobrirem seu trajeto e seu assentamento em um lugar seguro. Ah, e lembre-se que todo cuidado é pouco em uma aventura, já que não haverá resgate caso precise: você é a única pessoa na Terra, se lembra?

Passo 3: Aprendendo novas habilidades

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O sobrevivente precisaria aprender novas habilidades, tais como a pesca e a caça, filtragem e armazenamento de água, além do cultivo de plantas, vegetais e frutas necessárias para assegurar sua alimentação presente e futura. Teria que despender uma boa parte do tempo em estudos autodidatas para aprender desde como fazer fogo a purificar água, além de outras competências necessárias para sobreviver nos próximos anos.

Habilidades em arco e flecha seriam fundamentais para a caça, e não seriam fáceis de serem aprendidas, já que precisamos ver alguém fazendo isso de antemão para poder copiar os movimentos.

Então, as chances de ser devorado por um animal selvagem seriam bem grandes, sendo que todo o aprendizado iria consistir em apenas confiar no saber dos livros, que não replicam alguns passos importantes do aprendizado.

Passo 4: De olho na segurança

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Ser comido por um animal pode parecer algo até um pouco distante nesse cenário, não é mesmo? Já que temos recursos e abrigos seguros para ficar, como também ferramentas para nos defender.

Mas o problema não é bem exatamente aí: existem mais de 400 usinas nucleares no mundo inteiro e, sem a supervisão e manutenção humana, elas simplesmente colapsariam, tornando áreas extensas totalmente inabitáveis. Cada explosão seria equivalente a um acidente como o de Chernobyl. Já imaginou?

A Terra sem Humanos

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Com o passar do tempo e com a natureza cada vez tomando mais o seu lugar, os lugares ficarão mais instáveis e perigosos para viver.

Tecnicamente é até possível sobreviver a esse cenário, já que quase imediatamente as construções humanas modernas iriam desmoronar com as chuvas, calor, geadas e paredes absorvendo a umidade. A vegetação seria capaz de destruir muros e asfaltos e, bastando um único raio cair, incêndios de grandes proporções se iniciariam e não haveriam bombeiros para deter o fogo.

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Apenas 50 anos é o necessário para transformar o mundo como conhecemos em ruínas.  E a saúde geral seria outra grande preocupação ao sobrevivente: enquanto a chance de contrair uma doença infecciosa seria praticamente nula, mas um simples corte, entorse ou acidente poderia ser fatal se não houver preparo e conhecimento sobre primeiros socorros.

Considerações finais

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Mesmo sendo possível sobreviver, a grande pergunta é: será que conseguiríamos passar por tudo isso sozinhos? O homem é um ser social e ciência vem provando a cada dia que o contato humano é essencial para o desenvolvimento do caráter, confiança, reduzir o estresse e, sobretudo, nos diferenciar dos animais.

Precisamos um do outro muito mais do que imaginamos e, certamente, iríamos querer nos socializar com qualquer um que seja de nossa espécie: sim, até mesmo com aquele vizinho chato que joga lixo na frente da sua casa aos fins de semana.

Pensar em uma situação dessas nos levanta muitas reflexões e, apesar de termos nossos dias ruins, podemos agradecer por não estarmos inteiramente “a sós” nesse planeta.

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1 comentário
  1. Soares Diz

    Era tudo oque queria. Viver sozinho.

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