É oficial. Fukushima contaminou 1/3 dos oceanos do mundo, e ninguém parece se importar

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Todos pensavam que o incidente nuclear de Fukushima, na costa do Japão, havia ficado no passado, mas medições recentes demonstraram que a contaminação radiativa está alcançando todo o Oceano Pacífico. De fato, o desastre meio-ambiental é pior do que imaginávamos, pois, segundo a Agencia Internacional de Energia Atômica (OIEA), ao menos um terço dos oceanos do mundo pode estar contaminado.

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Reuters

O desastre nuclear contaminou o maior oceano do mundo em somente seis anos e ainda continua liberando 300 toneladas de lixo radioativo todos os dias.

Em 2011, um terremoto, que acredita-se ter sido uma réplica do terremoto de 2010 no Chile, criou um tsunami que causou um colapso na planta nuclear da TEPCO em Fukushima, no Japão. Três reatores nucleares se derreteram e o que aconteceu depois foi a maior liberação de radiação em água na história do planeta.

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Google

Durante os próximos três meses, os produtos químicos radioativos, alguns em quantidades ainda maiores que as de Chernobyl, se infiltraram no mar.

Em 2014, foi detectado material radioativo proveniente de Fukushima nas praias de um pequeno povoado do Canadá, Ucluelet, onde apareceram restos de césio 134 e 137, segundo informação da agência Reuters.

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Greenpeace

Os grupos de ecologistas advertem sobre o perigo à vida marinha, porque os restos químicos e plásticos são tão pequenos que os peixes que os comem, ao serem ingeridos por espécies maiores, podem passar à cadeia alimentaria e serem consumidos pelo ser humano. Um risco tóxico que se multiplica em caso de que ditos detritos sejam, além disso, radioativos.

No dia 12 de fevereiro, um robô que carregada uma bomba de água de alta pressão foi retirado da zona do desastre nuclear, cujos níveis de radiação superam aos do acidente de Chernobyl. O robô estava destinado a serviços de limpeza, mas teve que ser retirado da zona após sofrer danos em sua câmera por causa da alta contaminação por resíduos nucleares.

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AFP

O governo japonês, junto a TEPCO, está planejando um plano de contenção e desmontagem total das instalações.

Uma ameaça real da qual poucos estão comentando.

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