Descobriu-se que cadáveres humanos em decomposição compartilham uma característica curiosa

por Lucas Rabello
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Um estudo inovador revelou uma ligação fascinante entre cadáveres humanos, destacando uma rede microbiana consistente ativa na decomposição, independentemente da localização do cadáver ou das condições ambientais ao seu redor. Essa rede inclui bactérias e fungos específicos que, embora raros em ambientes gerais, são comumente encontrados prosperando na carne humana em decomposição.

Durante o evento virtual CURIOUS Live 2023, o Dr. Devin Finaughty, um entomologista forense, lançou luz sobre o papel crítico que esses micróbios desempenham dentro do “ecossistema de decomposição”. Ele enfatizou a importância deles na quebra de corpos mortos, evitando assim um acúmulo de cadáveres em nosso entorno. “Decomposição”, conforme Finaughty detalha, “é o processo onde o material orgânico é consumido por outros organismos, um ciclo natural distinto da simples quebra física causada por elementos como água”.

O estudo em questão examinou meticulosamente como as comunidades microbianas se reúnem ao redor de corpos em decomposição, utilizando 36 cadáveres humanos doados à ciência. Esses corpos foram enterrados em vários locais e submetidos a diferentes condições ambientais e estações do ano. Ao longo de 21 dias pós-morte, os pesquisadores coletaram amostras da pele dos cadáveres e do solo adjacente para analisar a composição microbiana.

Surpreendentemente, o estudo descobriu uma presença microbiana universal em todos os 36 corpos, não afetada pelo local de sepultamento ou pela época do ano. Esses grupos microbianos, tipicamente ausentes em ambientes não expostos à decomposição, parecem convergir exclusivamente ao redor da matéria orgânica em decomposição. Os pesquisadores propõem que os insetos podem ser instrumentais no transporte desses fungos e bactérias de um local de decomposição para outro, facilitando essa montagem única.

Essa revelação não apenas fornece insights sobre a dinâmica ecológica da decomposição, mas também tem o potencial de revolucionar a ciência forense. Os pesquisadores utilizaram um modelo de aprendizado de máquina para prever com precisão o intervalo pós-morte, baseado na linha do tempo microbiana observada. Essa abordagem pode se tornar uma ferramenta vital em investigações forenses, oferecendo um novo método para estimar o tempo da morte com precisão.

O estudo foi publicado na Nature Microbiology.

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