Dentes de Waterloo: A história macabra das dentaduras feitas com dentes de soldados mortos

A odontologia é uma ciência que vem avançado muito nos últimos anos, e hoje em dia existe tratamento para praticamente qualquer problema dentário que você possa vir a sofrer. Mas a história nem sempre foi assim, e no passado os “dentistas” precisavam improvisar com aquilo que tinham. Colocamos dentistas entre aspas porque no passado a odontologia não era uma área médica devidamente reconhecida e estudada. Na verdade, muitos profissionais de outras áreas, como ferreiros, joalheiros e trabalhadores de marfim atuavam nessa atividade, e os resultados obviamente eram um tanto duvidosos. Mas uma das histórias mais bizarras da odontologia arcaica é provavelmente a dos “Dentes de Waterloo”.

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Voltando um pouco na história, em 1815 a Europa ficou marcada pela Batalha de Waterloo, confronto que entrou para os livros como o responsável pela morte de Napoleão Bonaparte. Mas o que a morte deste famoso líder francês tem a ver com a história da odontologia?

Bem, naquela época, os profissionais que se arriscavam a cuidar da saúde dental não conseguiam conter os problemas causados pelo consumo excessivo de açúcar, e a demanda por dentaduras era muito alta. Por isso, muitos ladrões e saqueadores invadiram os campos de guerra no fim da Batalha de Waterloo para roubar os dentes dos soldados caídos. O “material” era enviado para os dentistas, que limpavam minuciosamente os dentes, tiravam as raízes e fabricavam dentaduras feitas com dentes humanos de verdade. Supostamente, as dentaduras humanas, apesar de bizarras para a realidade de hoje em dia, eram mais confortáveis e realistas do que as outras opções, feitas de marfim. O problema é que até hoje não se sabe se as pessoas tinham o conhecimento de que as dentaduras que elas usavam, na verdade, tinham sido feitas com dentes de verdade.

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Anos depois da Batalha de Waterloo, a demanda por dentes humanos não diminuiu, e os saqueadores começaram a violar túmulos em busca do material, que era vendido a um bom preço para os dentistas – que não se importavam com a origem dos dentes, desde que eles estivessem em boas condições. E o fato é que as dentaduras macabras eram vendidas também por um valor alto, o que significa que eram um luxo para as famílias mais abastadas. Os mais pobres, obviamente, sofriam com opções mais baratas. E os materiais usados eram os mais variados. As primeiras dentaduras surgiram ainda no ano 2500 a.C, feitas com dentes de animais. Naquela época, egípcios e etruscos fabricavam moldes semelhantes à arcada dentária humana para substituir os dentes perdidos. Os japoneses, por outro lado, usavam até mesmo próteses de madeira, enquanto várias outras culturas ao redor do mundo utilizavam pedaços de ouro para substituir os dentes.

Hoje em dia, felizmente, as dentaduras (que já não são feitas com dentes de verdade) estão cada vez menos comuns, já que a odontologia avançou no sentido de evitar problemas mais graves e sérios. Por isso, quem tem acesso ao dentista possui várias outras abordagens e técnicas para evitar extrair a arcada dentária original.

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