Crânio é encontrado em ‘cabeça de barro’ com mais de 2000 anos

Ao longo da história, vários povos já chamaram atenção por seus métodos curiosos de enterrar os mortos e homenageá-los. No entanto, o povo que habitava a antiga Sibéria certamente se destaca entre os demais.

Há cerca de 40 anos, arqueólogos descobriram uma espécie de escultura feita em barro, se assemelhando com um rosto humano, em um antigo cemitério na Sibéria. Mais especificamente, o objeto pertencia à cultura Tagarsk, que remonta à Idade do Bronze. A “cabeça de barro” foi encontrada junto com os restos mortais de pelo menos 15 pessoas, em 1968, por Anatoly Martynov. Os Tagarsk fazem parte de um grupo conhecido como ‘citas’, que rondaram a Eurásia durante 900 a.C e 200 d.C e são conhecidos por terem viajado por grande parte das planícies da região, devastando e conquistando outros povos.

A maior fonte de informação sobre esse povo são os materiais encontrados em suas sepulturas, muitas vezes repletas de armamentos e artefatos valiosos. Não é tão raro assim encontrar objetos curiosos e “diferentes” nos antigos lugares usados como cemitérios por esse povo, mas mesmo assim a descoberta mais recente foi totalmente sem precedentes.

Mikhail Vlasenko, via SCFH

Em um primeiro momento, quando encontraram a “caveira”, os pesquisadores acreditaram que poderia se tratar de um crânio humano real, que por algum motivo poderia ter sido coberto por barro. No entanto, após uma série de análises, o que eles descobriram foi ainda mais intrigante. Dentro da escultura não havia nenhum tipo de resto mortal humano, e sim um crânio muito menor, pertencente a algum outro tipo de animal. Foi então que, em 2010, pesquisadores russos decidiram utilizar uma técnica de tomografia no objeto, para analisar com mais precisão o que havia dentro dela, e acabaram constante que tratava-se de um crânio de ovelha.

Não se sabe ainda o que há por trás desse estranho ritual, mas alguns pesquisadores russos sugerem que pode se tratar de uma homenagem a alguém que morreu sem que seu corpo fosse encontrado, seja por afogamento, por ter se perdido em terras estrangeiras, ou qualquer outro motivo.

Para muitas culturas, os carneiros eram considerados animais muito importantes, e de acordo com a professora Natalia Polosmak, que analisou a descoberta feita na Sibéria, talvez o crânio deste animal tenha sido utilizado para simbolizar algum traço da personalidade da pessoa homenageada.

Fonte: IFLScience.

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