Conheça quem foram as princesas da Disney da vida real

Sem dúvidas os desenhos da Walt Disney são amados por crianças e adultos de todo o mundo. Porém, uma coisa que muitos de nós nem sequer suspeitávamos é que as histórias e os contos de fadas clássicos em que eles se basearam são reais e há muito foram esquecidas.

Por isso queremos compartilhar com você quem foram as princesas da Disney da vida real, uma vez que muitos dos contos permaneceram praticamente inalterados. Veja só:

6 – A primeira Cinderela viveu no Egito

O enredo sobre uma garota que se casou com um rei graças a um sapato perdido faz parte do folclore de muitas culturas. Atualmente, existem mais de 300 variações deste conto de fadas e o mais antigo foi descrito pelo historiador grego Estrabão, em seu 17º livro de Geografia, em aproximadamente 7 a.C.

“A mulher maravilhosa que Safo chama de Doricha, a amada do irmão de Safo, estava empenhada em transportar vinho para Naucratis. Quando ela estava tomando banho, uma águia pegou uma das sandálias da criada e levou-a para Memphis; e enquanto o rei administrava a justiça ao ar livre, a águia, ao pairar acima de sua cabeça, lançou a sandália em seu colo; o rei, agitado pela formosa forma da sandália e pela estranheza da ocorrência, enviou homens para o campo em todas as direções em busca da mulher que usava tal sandália; e quando ela foi encontrada na cidade de Naucratis, ela foi trazida para Memphis e se tornou a esposa do rei”.  Estrabão

Outras fontes dizem que o nome da moça era Rhodopis e que ela foi roubada por piratas e vendida como escrava, enquanto a sandália de ouro foi apresentada a ela por seu nobre dono.

Os detalhes sobre o tamanho do sapato provavelmente vieram da versão chinesa de ‘Cinderela’ que foi escrita pela primeira vez em 850 d.C., durante a época da dinastia Tang. Embrulhar os pés femininos com tecido para torná-los tão pequenos quanto possível tornou-se bastante difundido na China e este momento foi muitas vezes registrado em contos de fadas infantis. Quanto menor os pés, mais bonita a garota era e mais bem-sucedido seu casamento poderia ser.

Há também uma teoria de que os sapatos da Cinderela europeia eram feitos de pele e não de cristal, porque as palavras que descrevem esses dois materiais parecem muito semelhantes na língua francesa. A primeira pessoa que falou sobre o assunto foi Honoré de Balzac. Os debates sobre este tópico ainda existem: algumas pessoas acreditam que Charles Perrault estava enganado ao traduzir a história, outros acreditam que a mudança foi feita conscientemente. Em qualquer caso, o estúdio de Walt Disney usou sua variante para o desenho animado.

5 – Pocahontas praticava o cristianismo

O nome verdadeiro da filha do líder de Powhatan era Matoaka. Pocahontas é o apelido dado a ela por seu pai, que significava “pequena devassa”. A história diz que ela salvou o capitão inglês John Smith protegendo sua cabeça colocando sua cabeça sobre a dele quando seu líder mataria o prisioneiro com seu machado para um ritual. Matoaka tinha aproximadamente 12 anos de idade naquele momento, mas muitos especialistas duvidam que esta história seja verdadeira. Mais tarde, John Smith deixou a terra dos Powhatans e seu destino permanece desconhecido.

Mas a vida de Pocahontas se desenvolveu tragicamente.

Aos 17 anos, ela foi capturada pelos ingleses, aprendeu sua língua, começou a praticar o cristianismo e adotou o novo nome de Rebecca. Ela se casou com o colonizador John Rolfe e deu à luz ao seu filho, Tom. Os cônjuges até visitaram a Inglaterra, onde Rebecca se tornou extremamente popular, mas no caminho de volta ela foi acometida pela varíola e morreu aos 22 anos.

Muitos americanos famosos tiram suas raízes de Tom Rolfe, o que significa que eles também tiram de Pocahontas. A lista inclui duas primeiras damas – Edith Wilson e Nancy Reagan.

4 – A Bela Adormecida não foi acordada por um beijo

Existem muitas versões sobre uma garota que dormiu por 100 anos – cada país europeu tem sua própria história em seu folclore. E a versão de Charles Perrault é a considerada um clássico: sua versão diz que a garota acordou não por causa de um beijo mágico, mas porque a hora chegou. A Disney manteve todos os detalhes que aconteceram antes do despertar basicamente o mesmo, mas mudou drasticamente os eventos que aconteceram após o despertar, a fim de criar um final feliz clássico.

Na versão de Charles Perrault, a mãe do príncipe tentou matar sua esposa e dois filhos, mas um servo amável os salvou. Já na versão do escritor italiano Giambattista Basile, a princesa Talia também não acordou por causa de um beijo. Em vez disso, ela engravidou do príncipe, que decidiu aproveitar-se dela enquanto dormia. Assim, ela acabou dando à luz a gêmeos e um dos bebês famintos começou a chupar o dedo da mãe, sugando a agulha que a fez dormir. Isso foi o que fez Talia acordar. Ainda nesta versão, a Rainha Má também tentou se intrometer na felicidade dos personagens principais, mas felizmente o conto tem um final feliz.

3 – Branca de Neve não foi acordada por um beijo também

Este conto de fadas foi outro que foi suavizado pela Disney: nesta história, escrita pelos Irmãos Grimm no século 19, a madrasta de Branca de Neve tentou matá-la 4 vezes. No início, ela ordenou a um empregado que matasse a princesa, que tinha apenas 7 anos de idade, e trouxesse seu fígado como prova de sua morte. A rainha má comeu a carne trazida pelo criado, sem nem suspeitar que pertencia a um cervo. Tendo descoberto que Branca de Neve ainda estava viva, sua madrasta mudou sua aparência e deu à princesa ingênua um vestido de renda que quase a sufocou, depois um pente de cabelo envenenado e, só depois disso, uma maçã envenenada. Os anões conseguiram proteger Branca de Neve da renda e do pente, mas já era tarde demais quando chegaram à maçã e decidiram colocar a princesa, aparentemente morta, em um caixão de cristal.

Branca de Neve não acordou por causa de um beijo: o príncipe, hipnotizado por sua beleza, ordenou a seus servos que colocassem o caixão em seu castelo. Os servos obedeceram à ordem, mas no caminho para o castelo um dos servos tropeçou, o caixão tremeu, e o pedaço da maçã envenenada saiu da garganta da princesa.

2 – A pequena Sereia morreu

Este conto de fadas de Hans Christian Andersen também passou por muitas modificações: no desenho animado, Ariel vence a malvada Úrsula com a ajuda do príncipe Eric e consegue recuperar a voz, enquanto o rei Triton a transforma em humana pelo resto de sua vida. O desenho termina com fotos de seu lindo casamento.

Na história original, o autor fala muito sobre religião e alma. A Pequena Sereia tem uma avó e as pernas que ela trocou por sua voz lhe causam muita dor. No final do conto de fadas, o príncipe se casa com outra garota e a Pequena Sereia morre. As tentativas de suas cinco irmãs ao salvá-la falharam e, na manhã seguinte após o casamento, a Pequena Sereia morre tendo se transformado em espuma do mar. Mais tarde, Andersen mudou o final e fez da Pequena Sereia uma filha do ar. Depois disso, ela é capaz de obter uma alma e entrar no paraíso.

Alguns pesquisadores acreditam que este conto de fadas é a confissão disfarçada de Andersen de seu amor por outro homem que não retribuiu seus sentimentos e se casou. Ninguém sabe ao certo se isso é verdade ou não, mas o fato é que mais tarde na vida o escritor decidiu ficar longe de relacionamentos românticos e preferiu viver em solidão. Isso é comprovado pelas muitas menções em seus diários.

1 – Belle era uma princesa de verdade

Histórias sobre uma garota bonita que foi capturada por uma fera estão no folclore da maioria dos países europeus. As origens da trama podem ser encontradas na mitologia da Grécia Antiga – em uma história sobre Psiquê e Eros, enquanto a primeira versão publicada de A Bela e a Fera tem detalhes interessantes, que foram perdidos com o tempo. Esta história foi publicada por Gabrielle-Suzanne de Villeneuve.

Sua versão explica, em detalhes, como a maldição colocada no príncipe funciona e que os pais de Belle são um rei e uma fada gentil que deram Belle à família de um comerciante, a fim de escondê-la de uma bruxa malvada.

Mais tarde, o conto de fadas foi transformado em uma história de ensino moral de que a sua alma é mais importante do que a sua aparência e é por isso que todos os detalhes extras desapareceram. Mas a Disney descartou detalhes ainda mais significativos da versão mais curta –  por exemplo, as duas irmãs de Belle. Elas sentiam inveja de Belle morando em um grande e luxuoso palácio e a convenceram a ficar em casa por mais um dia, mas a Fera lhe pediu para voltar a tempo e quase morreu de sofrimento por estar sem ela.

Interessante, não? E você, se assustou com a “versão real” das histórias das princesas da Disney? Qual delas mais te surpreendeu? Conte pra gente nos comentários!

[Bright Side]

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