Conheça o pirarucu, o maior peixe de água doce do mundo que habita a Amazônia

Não, não é papo de pescador. O Brasil realmente pode se orgulhar de ter em seu território um dos maiores peixes do mundo. Estamos falando do pirarucu (Arapaima gigas) – o maior peixe de rio do mundo, e o segundo maior peixe de água doce, perdendo apenas para o esturjão belga, que habita o Mar Negro.

Esta espécie assustadoramente grande habita a bacia amazônica, e pode atingir mais de três metros de comprimento, pesando 250kg. Seu corpo possui escamas muito mais espessas que o normal, o que acaba sendo muito útil para proteger estes animais dos ataques de piranhas.

RICARDO OLIVEIRA / AFP

A alimentação do pirarucu consiste em outros peixes menores, além de crustáceos e plânctons, bem como outras criaturas pequenas que habitam as águas onde eles vivem.

RICARDO OLIVEIRA / AFP

Eles não oferecem grande risco aos seres humanos, mas pescá-lo definitivamente não é uma tarefa fácil. Ainda que o animal em si não ataque as pessoas, alguns pescadores podem acabar se acidentando e se ferindo gravemente ao tentar capturar este peixe.

Paulo de Oliveira / Biosphoto / Biosphoto via AFP

Adaptado para sobreviver em águas com muita vegetação, o pirarucu prefere locais com pouca correnteza. Ele é bastante conhecido pelas comunidades que vivem ao redor da bacia amazônica, e acompanha a história dos povos amazônicos há milhares de anos. Em muitas cidades, sua carne é bastante apreciada, e um único peixe desta espécie pode render até 60kg de carne. E foi justamente essa apreciação pela sua carne que fez com que, na década de 70, a caça indiscriminada causasse o declínio desta espécie em várias regiões que cruzam a Amazônia. A partir daí, a pesca desta espécie acabou sendo limitada pelas autoridades.

AFP PHOTO / MAMIRAUA INSTITUTE OF SUSTAINABLE DEVELOPMENT / BERNARDO OLIVEIRA.

Nas últimas décadas, os avistamentos de pirarucus se tornaram mais esporádicos, motivo pelo qual as comunidades amazônicas se esforçam cada vez mais para proteger estes animais.


Com informações do National Geographic.

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