Gustave, o famoso crocodilo que devorava seres humanos

Um crocodilo conhecido como Gustave habita o lago Tanganica, o segundo maior lago da África, e ficou famoso por algo nada agradável: atacar seres humanos, como um verdadeiro “serial killer” das águas.

Gustave pesa mais de uma tonelada e mede cerca de seis metros de comprimento, sendo que ele é capaz de amedrontar até mesmo caçadores. Toda vez que Gustave surgiu, sua aparição esteve relacionada a um número questionável de mortes: algumas fontes dizem que foram 300 mortes no total.

O animal tem sido objeto de estudo há muito tempo: uma análise preliminar estimou que ele tinha, em média, 100 anos de idade. Porém um novo estudo apontou que, por conta de sua arcada dentária intacta, é provável que tenha 60 anos.

Por conta de sua arcada dentária intacta, é provável que Gustave tenha 60 anos.   @Shutterstock

O crocodilo gigante foi baleado três vezes e também tem cicatrizes desconhecidas, que foram identificadas após os ataques. Segundo cientistas e herpetologistas, essas cicatrizes surgiram por tentativas de caçar o animal.

Algo curioso é que, por conta de seu peso, os peixes e outras presas mais ágeis se tornam as mais improváveis, tanto por não saciarem a fome do animal como pela velocidade dessas presas, o que o faria despender de muita energia para, tecnicamente, nada. Dessa forma, animais maiores como hipopótamos e gnus se tornam o alvo de crocodilos tão grandes como ele, o que resulta, muitas vezes, em atos violentos.

Assim sendo, Gustave conseguia passar meses sem se alimentar até selecionar sua próxima vítima e, uma vez que ele decidia atacar humanos… os pescadores ou as crianças eram suas presas fáceis.

@Shutterstock

Para conseguir capturar suas presas humanas, Gustave utilizava sua cauda e as matava por sufocamento.  Uma das mortes das quais Gustave esteve relacionado foi a de uma funcionária da embaixada Rússia, enquanto ela se encontrava em seu habitat se banhando.

A fama de Gustave apenas crescia e em 2010, o caçador francês Patrice Faye tentou capturar o réptil utilizando uma armadilha para crocodilos grandes – o que, claramente, não funcionou. Em nota à BBC, Faye alega que Gustave realmente é muito esperto e seu instinto de sobrevivência não deixa a desejar.

Por dois anos Faye estudou as possibilidades, gerando inclusive um documentário chamado Capturing the Killer Croc, que foi ao ar em 2014 e registrou as diversas tentativas de captura de Gustave.

Fotografia de Gustave, tirada por Martin Best da National Geographic. @Wikipedia

A primeira tentativa consistia em dispor de uma gaiola gigante que pesava uma tonelada e tinha cerca de 9 metros de comprimento. Dentro da gaiola foram instaladas diferentes iscas, mas nenhuma deles atraiu Gustave ou qualquer outra criatura. Os cientistas também então instalaram três armadilhas gigantes em margens estratégicas para aumentar suas chances de captura; então, somente crocodilos menores foram capturados pelas armadilhas.

Reprodução

Em sua última semana antes de ter que deixar o país, a equipe colocou um bode vivo na gaiola e, em uma noite, enquanto a câmera havia quebrado por conta de uma tempestade, na manhã seguinte a jaula foi encontrada parcialmente submersa na água e o bode, claramente, não estava lá. Não se soube o que houve naquela noite.

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Todas as tentativas foram sem sucesso e existiam evidências de que Gustave estava rondando o local e, mesmo assim, o caçador foi considerado como um herói nacional, por estar determinado em matá-lo. Sua obsessão era tanta que foi ele mesmo quem nomeou o crocodilo como Gustave.

Porém, ainda no mesmo ano, Faye desistiu disso e seu objetivo passou a ser colocar um rastreador no bichão para que pudesse entender sua trajetória.

Para conseguir esse feito Faye decidiu usar a seguinte estratégia: através dos próprios moradores de Burundi, que passavam muito tempo nas proximidades do lago, ele decidiu acompanhar a rota de Gustave, dando aos moradores vários aparelhos de celular e pedindo para que fossem seus informantes caso o avistassem. Enquanto isso, muitos foram os pescadores que tentaram matá-lo com tiros, porém sem sucesso é claro.

“Ele parece ter o couro à prova de balas, várias pessoas afirmam já terem acertado ele com armas”.

@Shutterstock

Com a análise da trajetória do animal e dos desaparecimentos na região seguido por mortes documentadas, ele concluiu que, em cerca de apenas três meses, 17 pessoas foram devoradas. “Calculei que se ele vinha matando gente há 20 anos neste ritmo, já teria comido mais de 300 pessoas”, explicou.

Por ser enorme e lento em velocidade, Faye afirma que a base do cardápio de Gustave é os seres humanos. Não por uma questão de preferência ou pelo “gosto pessoal” do bichão, mas pela facilidade que tem para achar seres humanos quando está com fome. Muitas pessoas ainda insistem em se banhar no local, sem ao menos saber o perigo que lhes aguarda.

Há relatos de um dos moradores locais que afirma ter visto Gustave arrastando um búfalo adulto para as águas em 2015. Não se tem informações oficiais sobre o paradeiro do crocodilo gigante e algumas pessoas acreditam que ele esteja morto.

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1 comentário
  1. Jose Diz

    Admiro demais Lucas Rabelo . Mistérios do mundo é uma das minhas paginas preferidas.

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