Conheça as 20 piores pandemias epidemias da história da humanidade

O surto atual de coronavírus vem espalhando temor por todo o mundo, em uma crise totalmente inesperada, que causa sérios problemas em diversas áreas da sociedade.

Mas essa não é a primeira vez que a humanidade se vê enfrentando uma epidemia como essa. Ao longo da história, foram muitas as gripes, os vírus e as bactérias que colocaram os seres humanos em risco, muitas vezes em níveis inimagináveis para o mundo moderno.

Confira, nessa lista, as 20 maiores epidemias de toda a história da humanidade:

1. Epidemia pré-histórica: Cerca de 3000 a.C.

Chinese Archaeology

Também na China, como em muitos outros casos, uma epidemia varreu uma vilarejo pré-histórico na China há cerca de 5000 anos. Dentro de uma casa, em um sítio arqueológico, foram encontrados restos mortais de crianças, jovens adultos, pessoas de meia-idade e idosos, sem restrições.

O local onde os corpos foram encontrados hoje é conhecido como “Hamin Mangha”, e fica localizado no nordeste da China. A localidade nunca fora habitada novamente, uma vez que a epidemia foi rápida demais e dizimou todo a civilização que vivia por lá.

2. Praga de Atenas: 430 a.C.

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Durante cinco anos, logo depois do início da guerra entre espartanos e atenianos, uma forte epidemia atingiu Atenas. De acordo com alguns historiadores, foram mais de 100 mil pessoas mortas. Os sintomas, de acordo com registros da época, iam desde dores fortes na cabeça e febre, até inflamações nos olhos, garganta e língua.

Os cientistas até hoje não conseguiram compreender completamente o que causou as infecções, mas são muitas as possibilidades, desde Ebola até a febre tifoide.

3. Peste antonina – 165-180 d.C.

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A peste antonina foi uma epidemia ocorrida em meados de 165-180 d.C no Império Romano. De acordo com os historiadores, a epidemia provavelmente foi levada por soldados que voltaram para suas casas depois de anos de guerras e batalhas.

Ao todo foram aproximadamente 5 milhões de mortos pela praga, que ao que tudo indica foi causada por um tipo de vírus semelhante ao da varíola.

4. Peste de Cipriano – 250-271 d.C.

N.Cijan/Associazione Culturale per lo Studio dell’Egitto e del Sudan ONLUS)

Esta peste, ocorrida em Roma, matou cerca de 5 mil pessoas, mas até hoje os cientistas não entraram em um consenso sobre as suas causas. O nome da praga foi dado em homenagem a São Cipriano, que na época citou a doença como um “sinal do fim do mundo”.

Vários restos mortais encontrados em 2014, atribuídos às vítimas desta praga, estavam cobertos por um tipo de limo, utilizado na época como um desinfetante.

5. Peste de Justiniano – 541-542 d.C.

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A peste de Justiniano recebeu este nome em homenagem ao imperador bizantino homônimo, que dominou o Império entre 527-565 d.C. O próprio imperador foi um dos afetados pela peste, porém ele conseguiu sobreviver. Ainda assim, eventualmente o seu império acabou perdendo prestígio, e logo depois da praga perdeu também muitos territórios.

Hoje, os cientistas e historiadores já sabem que muito provavelmente a peste de Justiniano foi provocada pela mesma bactéria que causou a Peste Negra, vários anos depois.

6. Peste Negra – 1346-1353.

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Talvez uma das pestes mais famosas de toda a história da humanidade, a Peste Negra viajou por toda a Europa, atingiu grande parte da Ásia e provocou uma destruição sem precedentes na população da época. Estima-se, para se ter uma ideia, que a doença tenha dizimado pelo menos metade da população da Europa. A doença era causada por uma estirpe da bactéria Yersinia pestis, que felizmente já foi extinta. A bactéria em questão era transmitida por pulgas, que infestavam os roedores – comuns nas cidades europeias da época.

7. Epidemia de Cocoliztli – 1545-1548.

USGS

A infecção por trás desta epidemia era uma forma da febre viral hemorrágica, que acabou matando 15 milhões de habitantes do México e outros países da América Central. O nome vem do termo azteca para peste: “Cocoliztli”.

Hoje em dia, após anos de estudo, já sabemos que as vítimas eram infectadas por uma subespécie da salmonela.

8. Pestes das Américas – Século 16.

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Quando os exploradores europeus chegaram à América, sobretudo os espanhóis e portugueses, eles trouxeram o caos e a destruição de várias formas para os povos que lá viviam. De acordo com vários historiadores, os europeus contaram e muito com o auxílio das doenças levadas do continente europeu na hora de combater os soldados indígenas, que além de possuírem uma diferença abismal em relação aos europeus no que diz respeito aos armamentos, também precisavam lutar contra os sintomas de doenças até então desconhecidas.

9. Grande Peste de Londres – 1665-1666.

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A Grande Peste de Londres foi uma espécie de “reflexo” da Peste Negra, ocorrido anos depois do fim da epidemia mundial. A praga começou em abril de 1665, e assim como na Peste Negra foi transmitida pelas pulgas dos roedores que viviam aos montes na cidade inglesa. Ao todo, acredita-se que 15% da população londrina tenha sido dizimada coma a praga.

Quando o tormento da doença finalmente encerrou, a cidade ainda enfrentou um longo incêndio, em 2 de setembro de 1666, que acabou com uma grande prate da cidade.

10. Grande Peste de Marseille – 1720-1723.

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A peste de Marseille, segundo registros históricos, teve início quando um navio de grande porte chamado Grand-Saint-Antoine atracou no porto da cidade. Dele, ao que tudo indica, escaparam centenas de roedores, que espalharam-se pela cidade levando uma doença semelhante à que ocasionou a Peste Negra e a peste de Londres.

Cerca de 100 mil pessoas morreram em Marseille e nas cidades ao redor.

11. Peste Russa – 1770-1772.

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Em Moscou, em meados de 1770, uma praga terrível tomou conta da cidade. Um arquebispo chamado Ambrosius tentou convencer a população a não se reunir para as orações, com o intuito de evitar a propagação da doença. No entanto, o povo acabou por se rebelar, ocasionalmente tirando a vida inclusive do próprio arquebispo.

Ao todo, foram mais de 100 mil mortos em dois anos de praga.

12. Epidemia de Febre Amarela na Filadélfia – 1793.

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A febre amarela, transmitida por um mosquito, teve um surto gigantesco na Filadélfia, então capital dos EUA, em 1793. Por algum motivo, as autoridades da época acreditavam que os escravos eram imunes à doença, e vários abolicionistas convocaram pessoas de origem africana para atuar como enfermeiros e cuidar dos doentes.

A doença continuou forte na região até o inverno daquele ano, que colocou um fim no clima quente e úmido que favorecia a proliferação de mosquitos. Ao todo, 5 mil pessoas morreram.

13. Pandemia da gripe em 1889-1890.

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Uma grande pandemia de gripe tomou conta da Europa no começo dos anos 1890, favorecida particularmente pelo “boom” industrial da época. Cerca de 1 milhão de pessoas morreram, em uma pandemia que levou apenas cinco semanas para atingir o pico de sua mortalidade.

Apesar dos primeiros casos terem sido reportados na Rússia, não demorou para que toda a Europa fosse afetada.

14. Epidemia de polio – 1916.

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Mais de 6 mil pessoas morreram e 27 mil adoeceram em meados de 1916 em Nova Iorque por conta de uma epidemia causada pela polio, uma doença que tem como alvo principalmente as crianças, e costuma deixar sequelas naqueles que sobrevivem.

Os casos continuaram aparecendo nos EUA até o desenvolvimento de uma vacina, em 1954, e o último caso foi registrado no ano de 1979.

15. Gripe Espanhola – 1918-1920.

Otis Historical Archives, National Museum of Health and Medicine

A Gripe Espanhola foi uma das maiores pandemias de toda a história da humanidade, e tirou a vida de nada menos que 50 milhões de pessoas, de um total de 500 milhões de infectados. O final da Primeira Guerra Mundial, que culminou no retorno para casa de vários soldados doentes, só contribuiu para o rápido alastramento da doença.

Vale ressaltar que, apesar do nome, a gripe não teve início na Espanha, este na verdade foi o primeiro país a falar abertamente sobre a doença, que era censurada em outras localidades.

16. Gripe Asiática – 1957-1958.

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Com raízes na China, a Gripe Asiática de 1957 matou mais de 1 milhão de pessoas, e se tratou de mais uma “demonstração” do potencial ofensivo do influenza.

Para se ter uma ideia da velocidade com que a doença se alastrou pelo mundo, a gripe chegou em Singapura em fevereiro de 1957, três meses depois estava em Hong Kong e menos de cinco meses depois já havia chegado nos Estados Unidos.

17. AIDS – 1981 até o momento.

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Desde o momento em que foi devidamente identificada, a AIDS já matou pelo menos 35 milhões de pessoas no mundo inteiro. Acredita-se que o HIV, vírus causador da doença, tenha sido transferido para os seres humanos por uma espécie de chimpanzés, na África, em meados de 1920. Hoje em dia o vírus está presente no mundo inteiro, mas é na África Subsaariana que vivem 64% das pessoas com HIV-positivo.

Durante muitas décadas a doença não possuía nenhum tipo de tratamento, mas hoje em dia existem vários medicamentos capazes de proporcionar uma maior qualidade de vida para os enfermos.

18. H1N1 – 2009-2010

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A pandemia de H1N1 de 2009 teve início no México, e se espalhou por todo o planeta. O vírus infectou 1,4 bilhão de pessoas no mundo inteiro e matou algo em torno de 151 mil e 575 mil pessoas.

As crianças e jovens adultos estavam entre os grupos de risco da doença, o que era de certa forma uma novidade, já que a maioria das gripes deste tipo atacam principalmente os mais velhos.

Hoje em dia, a maioria dos países oferece uma vacina anual para esta gripe, em conjunto com várias outras.

19. Ebola – 2014-2016

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O Ebola devastou o Oeste da África entre 2014 e 2016, com 28600 casos reportados, e mais de 11 mil mortes. O primeiro caso foi registrado na Guiné em dezembro de 2013, e então a doença rapidamente se alastrou para a Libéria e Serra Leoa. Apesar de ter se concentrado nestes países, outras nações como Nigéria, Mali, Senegal, Estados Unidos e alguns países europeus também registraram casos.

O Ebola não tem cura, e até hoje são feitos esforços no sentido de desenvolver uma vacina.

20. Zika Virus – 2015 até o momento

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Mesmo hoje em dia não se sabe exatamente o impacto real do zika vírus em toda a América do Sul e América Central. Transmitido pelos mosquitos do gênero Aedes, o zika também já foi comprovadamente transmitido entre humanos pela via sexual.

Ainda que o zika não seja tão perigoso para adultos e crianças, ele pode atacar fetos ainda no ventre de suas mães, causando problemas no nascimento.

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