Conheça a história surpreendente por trás dessa foto dramática

A imagem mostra um detento russo que havia sido solto apontando um dedo para um guarda nazista do campo de Buchenwald, no dia 14 de Abril de 1945. Há uma história realmente fascinante nessa foto: a imagem por si só claramente é dramática, mas há muito mais por trás desse gesto acusador.

Vítima do campo de concentração identifica um guarda da SS, 1945.

Dias, talvez até horas antes, esse prisioneiro provavelmente teria medo de cruzar ou até mesmo fazer contato visual com esse guarda. Afinal, ele era nada menos do que um dos mais cruéis guardas do campo de concentração de Buchenwald. O dedo é um símbolo de uma arma apontada para o guarda, e seu semblante derrotado em seu rosto parece terrivelmente consciente disso.

A medalha no peito do guarda parece ser um distintivo recebido por ter sido ferido na Primeira Guerra Mundial, significando que este guarda lutou pelo Exército Imperial Alemão durante a Grande Guerra. O distintivo é a variante negra (3ª classe, representando Ferro) e era dado àquelas que haviam sido feridos uma ou duas vezes por ação hostil (incluindo ataques aéreos), ou congelados devido às altas temperaturas no cumprimento do dever.

Versão colorizada da foto.

Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, Buchenwald continuou a abrigar presos políticos e, mais tarde, poloneses e russos. A maioria dos presos trabalhava como escravos em turnos de 12 horas por dia. Havia cerca de 18.000 prisioneiros após a Kristallnacht, ou “Noite dos Cristais”, um evento que ocorreu nos dias 9 a 10 de Novembro de 1938, onde foram realizadas perseguições de judeus pelos alemães nazistas. O evento recebeu esse nome pelos pedaços de vidro encontrados no meio das ruas, devido à quebra de janelas durante os ataques.

Na véspera da guerra haviam 11.000 prisioneiros, 63.000 no final de 1944 e 86.000 em fevereiro de 1945, quando Buchenwald se tornou o destino de presos que haviam sido forçados a evacuar Auschwitz.

Embora não houvesse câmaras de gás, centenas pereceram a cada mês por doenças, desnutrição, exaustão, espancamentos e execuções. Os registros do acampamento indicam que, ao longo de sua existência, cerca de 240.000 prisioneiros de pelo menos 30 países foram confinados em Buchenwald. Pelo menos 10 mil foram enviados para campos de extermínio e cerca de 43 mil pessoas morreram no campo de concentração.

[Rare Historical Photos]

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