Conheça a história de Josephene Myrtle, a “mulher de quatro pernas”

Em 1868, no Condado de Lincoln, no estado americano do Tennessee, nascia Josephene Myrtle Corbin, com uma condição peculiar e extremamente rara: ela tinha quatro pernas.

Corbin nasceu com o que a ciência conhece como “síndrome da duplicação caudal”, que é causada pela separação irregular de dois óvulos fecundados,  que acabam por se desenvolver juntos a partir de determinada fase da gestação . No caso específico da garota americana, durante a gestação ela acabou tendo a parte de baixo do seu corpo totalmente duplicada – ou seja, mais duas pernas, bem como uma segunda pélvis, aparelho reprodutor e órgão excretor. Todos seus órgãos eram ativos, mas a garota só conseguia mover uma de suas pernas de forma completamente funcional. As demais não eram paralisadas, mas não se comportavam de forma totalmente regular.

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Inserida na antiquada sociedade do final dos anos 1890, Josephene acabou se tornando uma celebridade dentro dos infames “shows de horrores” promovidos nos Estados Unidos à época. Por conta de suas características incomuns, que causavam uma mórbida curiosidade nos demais, a garota passou a viajar pelos Estados Unidos se apresentando como uma “aberração”. Com 14 anos de idade, a garota já fazia mais de 200 dólares por semana, o que para a época era um salário bem maior do que a média, tudo com suas apresentações em um circo.

Os shows de horrores eram bastante populares nos Estados Unidos, e apesar de muitas vezes até remunerarem bem os seus atores (pessoas com algum tipo de anomalia ou condição rara), essa apresentações acabavam por expor as pessoas como se fossem um tipo de animal em um zoológico. No entanto, apesar da exposição, muitos topavam o trabalho pois dificilmente conseguiriam trabalhar em qualquer outro lugar.

No caso de Josephene, o dinheiro de seu trabalho foi crucial para que ela conseguisse casar-se com o médico Clinton Bicknell, com que teve cinco filhos. Aposentada para cuidar dos filhos, esperou que todos crescessem para, anos depois, voltar a se apresentar em Nova York, onde ganhou ainda mais popularidade.

Reprodução

Josephene faleceu em 1928, aos 60 anos de idade. Durante seu enterro, seu caixão foi coberto com concreto e seus familiares aguardaram até que o corpo fosse totalmente sepultado, para garantir que ninguém tentaria violar a sepultura e roubar o seu corpo.

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