Conheça a ‘Eleven’ da vida real, que dizia ter poderes paranormais e foi estudada pelos soviéticos

Há muito tempo, histórias de aparições sobrenaturais e poderes fantásticos inspiram diversas obras de ficção. E se você está por dentro das séries que vão ar pela Netflix, provavelmente já ouviu falar ou assistiu à série ‘Stranger Things’.

No último dia 27 de maio, a Netflix lançou a quarta temporada da produção, tendo a personagem Eleven como figura principal na trama.

Na história, ela possui uma série de habilidades telecinéticas, além de um forte apelo sobrenatural. Interpretada por Millie Bobby Brown, Eleven consegue levantar objetos com o poder da mente, além de movê-los e de um lado para outro e movimentar qualquer coisa ao seu redor sem precisar usar as mãos.

Divulgação / Netflix

Pode parecer maluco, mas durante a Guerra Fria, pesquisadores soviéticos analisaram a história de uma mulher que aparentava ter poderes bem parecidos com os de Eleven. Estamos falando da jovem Ninel Kulagina, que dizia ter poderes telecinéticos, e inspirou uma série de pesquisas inéditas na União Soviética.

Ninel Kulagina

Nascida em 1964, na cidade de São Petersburgo, Ninel Kulagina servia ao Exército Soviético como técnica de rádio, e atuou na Segunda Guerra Mundial. Entretanto, depois de sofrer um grave ferimento no estômago, ela foi forçada a tornar-se dona de casa. Mas foi só quando ela completou 33 anos que a sua história e seus supostos poderes passaram a ser estudados.

Na época, Ninel alegava que frequentemente via objetos se movendo ao seu redor. Os “sintomas” ficavam mais fortes quando ela estava irritada, e com o tempo a garota disse que se tornou capaz de controlar a telecinese, mas que isso lhe causava fortes dores na cabeça e na coluna.

Ao longo de três décadas, a garota foi analisada por mais de 30 cientistas diferentes na União Soviética. Muitos desses pesquisadores compartilharam as gravações feitas durante os testes com especialistas do mundo inteiro, na expectativa de extrair mais informações sobre o caso.

Muitos céticos, no entanto, contestam as gravações. James Randi, um especialista famoso por desmascarar mentiras deste tipo, argumenta que a falta de qualidade das filmagens é um forte indicativo de que elas podem ser adulteradas. Segundo Randi, não há como descartar a possibilidade de que o ambiente tenha sido controlado, adulterado e manipulado. Por exemplo, o especialista defende que os objetos poderiam estar pendurados por fios de nylon ou ímãs, dando o efeito de que estavam se movimentando sozinhos.

Alguns vão ainda mais além, e dizem que Ninel nada mais era do que uma espécie de propaganda soviética, como se os russos quisessem assustar os Estados Unidos. Curiosamente, uma revista americana chegou a fazer uma matéria especial com Ninel em 1987, e supostamente vários pesquisadores testemunharam seus atos sobrenaturais, sem que tenham conseguido argumentar contra eles.

Ninel faleceu em 1990, aos 64 anos de idade, depois de sofrer um infarto fulminante. A União Soviética foi dissolvida pouco tempo depois do falecimento da mulher, e por isso o mundo nunca teve acesso aos resultados das pesquisas sobre ela. Por isso, até hoje a verdade por trás da suposta ‘Eleven da vida real’ continua sendo um grande mistério.

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