Conheça 10 brasileiros que são verdadeiros super heróis que não usam capa

Convenhamos que é relativamente difícil vermos notícias extraordinárias de pessoas que fazem o bem para o mundo, pelo menos no Brasil, onde o que predomina é a violência e  os problemas políticos e culturais da civilização.

Entretanto, em um país tão grande, existem muitas pessoas fazendo boas coisas, mas elas não viram capas de revistas ou não recebem tanto destaque assim quanto poderiam.

Pensando nisso, trouxemos a 10 brasileiros que são verdadeiros super heróis que não usam capa. Veja a seguir e saiba que sempre existirá uma luz no fim do túnel:

10 – Carlos Eduardo Vanzuita

Imagem: Instagram

Carlos é esportista e ex-guarda-vidas, um verdadeiro herói que não usa capa. Ele demonstrou sua coragem ao jogar-se ao mar para salvar uma família de cinco pessoas que havia sido arrastada pela correnteza na praia de Atalaia, em Itajaí, Santa Catarina.

Depois de salvar a família, ele prestou os primeiros socorros até os bombeiros chegarem.

Por este motivo, a Prefeitura de Itajaí condecorou Carlos pelo seu ato de bravura.

9 – Vinícius Montardo Rosado

Vinícius era um estudante de educação física que estava presente na tragédia do incêndio da Boate Kiss de Santa Maria. O jovem estava fora do prédio, mas mesmo assim ele decidiu entrar e resgatar as pessoas. Seu ato heroico o fez salvar pelo menos 14 delas, porém ele foi encontrado desacordado pelos bombeiros e não sobreviveu.

O jovem era muito ligado ao Rugby e o Troféu Alma Rugby de 2013 fez uma homenagem póstuma a Vinícius com a dedicação do prêmio de maior destaque a ele.

8 – Adalberto Pereira do Amaral

© governorj/teretoral/fernandaalmeida 

Uma chuva torrencial na região Serrana do Rio de Janeiro causou em 2011 uma enchente que colocou muitas vidas em perigo. Neste contexto, um pedreiro e morador da região decidiu agir: ele estava em sua casa com a família quando sua casa desabou e, como ninguém sabia nadar, ele se aventurou salvando aqueles que conseguiu.

7 – Paula Geralda Alves

Imagem: Facebook

Infelizmente no ano de 2015 o Brasil todo pode acompanhar as notícias sobre o maior desastre socioambiental do País: o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais.

Neste contexto, Paula, auxiliar de Serviços Gerais, decidiu agir: assim que ela percebeu o ocorrido, pegou uma moto e saiu pela rua buzinando para alertar a todos sobre o ocorrido.

Ela prosseguiu mesmo ciente do risco de morte, salvando muitas vidas no processo. Por esse motivo, ela recebeu diversas homenagens e tornou-se o centro das notícias em diversos jornais.

6 – Caio Vianna Martins

Nascido em Matozinho, Minas Gerais, Caio Vianna foi um escoteiro que com apenas 15 anos foi considerado um herói por conta de sua bravura.

Ele ignorou suas próprias dores a fim de ajudar os outros quando, em 1938, Caio e seu grupo de escoteiros vivenciou uma excursão escolar que acabou virando tragédia, quando o veículo em que estavam acabou se chocando com um trem.

Estando gravemente ferido, ele não mediu esforços para poder ajudar os feridos: primeiro ele se recusou a ser levado de maca, porque não havia macas para todos. Desta forma, ele e seus amigos resolveram ir à pé para o hospital, mas acabou não resistindo aos ferimentos e lesões internas, falecendo do percurso.

Desta forma, um monumento para homenagear Carlos Vianna foi criado em Juiz de Fora (MG).

5 – Zilda Arms

Zilda recebeu ao longo da vida muitas condecorações tanto nacionais como internacionais, nos deixando um legado de solidariedade e proteção ao próximo, principalmente às pessoas necessitadas.

Ela foi uma médica e sanitarista, como também uma das fundadoras da Pastoral da Criança que está presente em 20 países, contando com uma extensa rede de voluntários.

A metodologia criada por Zilda auxilia na gestação das mães, parto e desenvolvimento infantil até os seis anos de idade a fim de reduzir a mortalidade infantil. Fora isso, Zilda também criou a Pastoral da Pessoa Idosa que redefine a forma de viver de milhares de idosos, contando uma vasta rede de voluntários e pessoas dispostas no auxílio ao próximo.

4 – Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro

Ricardo era morador do prédio Wilton Paes de Almeida, em São Paulo, que desabou em incêndio no mês de maio de 2018. Ele trabalhava como ajudante de carga e descarga e, mesmo estando fora de perigo durante o incêndio, ele decidiu auxiliar os bombeiros a salvar as pessoas.

Ricardo conseguiu salvar quatro crianças e, quando voltou para buscar mais vítimas, o prédio ruiu em chamas e ele infelizmente não sobreviveu.

3 – Luiz Martins de Souza Dantas

Ele foi um carioca e embaixador do Brasil na França durante a Segunda Guerra Mundial. Ficou conhecido por ter favorecido a entrada dos judeus no Brasil, ou de qualquer pessoa que estivesse sendo ameaçada pelo regime nazista.

Luiz fez isso pela emissão de vistos diplomáticos, salvando inúmeras famílias.

Estima-se que mais de 1000 vistos foram emitidos, o que descumpria as normas brasileiras da Era Vargas, cujas proibições eram intensas.

Dantas só foi reconhecido em 2003 recebendo o título de “Justo Entre as Nações”, título reivindicado àqueles que arriscaram suas vidas à defesa das vítimas do nazismo.

2 – Aracy Guimarães Rosa

Natural de Rio Negro (Paraná), Aracy era uma poliglota que trabalhou na secção de passaportes do consulado brasileiro de Hamburgo. Em seu trabalho ela colaborou para que judeus conseguissem fugir do nazismo para o Brasil, ajudando a emitir vistos que seriam considerados “ilegais”.

Ela salvou diversas vidas, sendo considerada “Anjo de Hamburgo”, assim como Luiz Martins de Souza Dantas e outros diplomatas que arriscaram suas vidas para salvar judeus do Holocausto.

1 – Heley de Abreu Silva Batista

Imagem: Facebook

Helen ganhou notoriedade em 2017, por um ato de coragem que infelizmente acabou com sua vida.

Houve um incêndio em uma creche na cidade mineira de Janaúba (Minas Gerais), que deixou 14 mortos. O incêndio foi provocado por um vigilante do local e Heley, que era a professora da creche, em um ato de bravura, abraçou o criminoso, numa forma de impedir que o ataque continuasse e também ajudou no regaste das crianças feridas.

Seu corpo ficou 90% queimado e ela não resistiu aos ferimentos. Neste contexto, o governo concedeu a Heley a “Ordem Nacional do Mérito” condecorando o gesto de coragem e heroísmo da professora que sacrificou sua vida.

Ela recebeu também como homenagem de Fortaleza um Centro Educacional com seu nome, Professora Heley de Abreu Silva Batista.

Nem todo herói usa capa e esses heróis demonstraram que, com bravura e coragem, é possível deixar o seu legado à humanidade, mesmo que isso lhes custasse suas próprias vidas.

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