Como seriam essas 10 tentativas de se livrar de um corpo na vida real?

Seja enfiando um corpo em um tanque de ácido ou forçando um dedo duro a cavar sua própria cova, quase todo filme com um corpo tem seu próprio jeito de se livrar do cadáver. Hollywood utilizou já investiu muito tempo em busca de maneiras criativas de esconder um corpo do que em escrever um bom roteiro. Mas será que isso realmente funciona?

Investigamos todas as maneiras mais icônicas de descartar um corpo em busca de descobrir exatamente o que aconteceria se alguém tentasse esses métodos na vida real. Veja só:

10 – Dissolver um corpo em um tanque de ácido

A série Breaking Bad faz com que se livrar de um corpo pareça fácil. De acordo com o personagem Walter White, tudo o que você precisa fazer é jogar um corpo em um tanque e enchê-lo de ácido fluorídrico. Em breve, tudo o que restará será uma gosma que um dia foi seu amigo Gale.

Na realidade, no entanto, isso não funciona muito bem. No que diz respeito aos ácidos, o ácido fluorídrico é na verdade um ácido fraco e é especialmente ineficiente na destruição de corpos.

Essa é uma lição que algumas pessoas aprenderam testando na vida real.

Quando três assassinos na França tentaram a abordagem de Walter White, eles rapidamente descobriram que tudo que o ácido realmente fez foi fazer o corpo da vítima feder (e muito). Isso chamou mais atenção ainda e o corpo não se desfez. Quando a polícia encontrou a vítima, ela estava em um tanque de ácido por 10 dias e seu corpo ainda estava intacto.

Uma equipe de químicos alemães escreveu um artigo sobre a teoria de White e sugeriu que seria possível conseguir melhores resultados através de diferentes produtos químicos. Mas qualquer um que tentasse ainda teria que suportar o cheiro horrível e esperar por muito, muito tempo.

9 – Tentando dar uma de “Um Morto Muito Louco”

Acredite ou não, alguém tentou refazer o filme “Um Morto Muito Louco” na vida real. O filme é uma comédia dos anos 80 onde dois homens levam o cadáver de seu chefe para um fim de semana de festança.

Quando Robert Young e Mark Rubinson encontraram seu amigo morto em sua casa, eles decidiram levá-lo para uma última noitada na cidade com o dinheiro dele. Eles jogaram seu amigo no banco de trás do carro, levaram seu cadáver a três avenidas de bares e fecharam a noite gastando 400 dólares do homem morto em um strip club.

Ao contrário do filme, eles não arrastaram o corpo de seu amigo para dentro do clube. Eles o deixaram no banco de trás do carro o tempo todo. Portanto, não dá para entender direito por que eles se incomodaram em levar seu cadáver.

Quando a noite acabou, eles chamaram a polícia para relatar que seu amigo havia morrido. Mas como a vida real não é um filme de comédia atrevido dos anos 80, a polícia não deu risada. A dupla acabou presa por uma pilha de acusações, incluindo pelo abuso de um cadáver.

8 – Colocar um corpo em um triturador de madeira

O momento mais memorável no filme “Fargo” deve ser quando o assassino de Steve Buscemi é pego colocando seu corpo em um triturador de madeira. Acredite ou não, isso não era apenas uma cena da imaginação dos irmãos Coen. Foi baseado em Richard Crafts, o homem que matou sua esposa e tentou se livrar de seu corpo como no filme.

Trituradores de madeira são fortes o suficiente para pulverizar partes do corpo humano, incluindo ossos, e o plano de Crafts funcionou razoavelmente bem. Ele conseguiu se livrar de evidências suficientes para que a maior parte do corpo de sua esposa não tivesse sido encontrada.

Sua abordagem deixou uma grande bagunça por trás, no entanto. Mesmo que nunca tivessem encontrado seu corpo inteiro, investigadores encontraram fragmentos de cabelo, unhas, dentes e ossos espalhados pela cena do crime. O sangue também havia grudado no carpete e nos móveis.

O processo todo também acabou atraindo bastante atenção. Seus vizinhos definitivamente notaram quando ele colocou algo em um triturador de madeira maciça e começou a rodá-lo sem se preocupar em recolher qualquer madeira. Todo esse barulho acabou se tornando parte importante no motivo pelo qual a polícia investigou sua propriedade em primeiro lugar.

7 – Fazer a pessoa cavar o próprio túmulo

Um clássico conhecido é apontar a arma para a vítima e fazê-la cavar seu próprio túmulo. É uma ótima maneira de evitar um pouco de trabalho árduo. Mas se você for fazer alguém se enterrar, é melhor deixar alguns dias em aberto na sua programação.

De certa forma, isso funciona melhor do que você imagina. Parece que a maioria das pessoas, sendo obrigadas a segurar uma pá e encarando a própria morte nos olhos, lutaria por suas vidas em vez de cavar. Mas, na prática, isso não acontece. Na maioria dos relatos, as vítimas parecem aceitar seus destinos e cavar.

Tudo isso demora muito tempo, no entanto. Coveiros profissionais precisam de uma hora para cavar uma cova com uma retroescavadeira e boa parte de um dia inteiro para fazer isso com uma pá. E isso em condições ideais. Se o solo for duro e a pessoa cavando tiver todos os motivos para fazer isso, cavar um túmulo de 1,8 metro pode levar dias.

O melhor que você conseguiria é uma cova rasa e a polícia é especialista em encontrá-las. Eles possuem “cães de cadáveres” especialmente treinados para farejar corpos enterrados e eles sabem como identificar as sutis variações na superfície em que um túmulo está escondido. Então um corpo em uma cova rasa provavelmente não ficaria escondido por muito tempo.

6 – A abordagem de Norman Bates

Tecnicamente, a especialidade de Norman Bates de “Psicose” não era em se livrar de corpos. Ele apenas deixou o corpo de sua mãe exatamente onde estava e continuou agindo como se ela ainda estivesse viva. No entanto, quando um homem utilizou a mesma abordagem de Norman Bates na vida real, funcionou muito melhor do que você esperava.

Timothy Fattig foi bem-sucedido durante quase um ano. Quando a mãe de Fattig morreu de causas naturais, ele estava muito perturbado para chamar a polícia. Em vez disso, deixou seu corpo se decompor lentamente em sua casa e fingiu que ela ainda estava viva.

Quando amigos e familiares perguntavam onde ela estava, Fattig dizia que ela estava no hospital. Isso funcionou por bastante tempo. Demorou cerca de um ano até que um policial finalmente chegasse a sua casa, tentando descobrir por que ninguém a havia visto. Quando o policial disse que sabia que ela não estava no hospital, Fattig desistiu e disse a verdade.

A autópsia mostrou que Fattig não a matou, então ele foi liberado sem nenhuma acusação. Acredite ou não, o Norman Bates da vida real foi autorizado a retornar à sociedade.

Bem, somente por alguns anos. Hoje, Fattig está preso por uma acusação de roubo não relacionada. Pelo jeito, pessoas que deixam os cadáveres de suas mães em casa e fingem que ainda estão vivas tendem a não ser mentalmente estáveis.

5 – Concreto nos pés

A Máfia não chega e despeja cimento nos pés de suas vítimas e joga seus corpos no rio em busca de fazê-las afundarem mais facilmente, apesar do que você viu nos filmes. Por um lado, cimento leva horas para secar, então eles precisavam fazer com que suas vítimas ficassem paradas durante a maior parte do dia. Além disso, isso simplesmente não funciona muito bem.

Gângsteres já tentaram isso na vida real. Em 2016, colocaram cimento no pé do cadáver de Peter Martinez, membro da gangue “Crips” e o jogaram na Baía de Sheepshead, no Brooklyn. Seu corpo não ficou escondido por muito tempo.

As bolhas de ar no concreto fizeram com que o corpo de Martinez flutuasse de volta à superfície rapidamente. O fluxo das marés acabou levando-o para a costa de Manhattan Beach, onde um grupo de famílias que tentavam desfrutar de um dia agradável com seus filhos o encontraram na praia.

4 – Chamando a equipe de limpeza

Nos filmes, a máfia geralmente tem um profissional à disposição apenas para esse trabalho. Homens como The Wolf in “Pulp Fiction” estão sempre por perto, prontos para usar seus conhecimentos para tornar a cena do crime impecável.

Na realidade, esse trabalho provavelmente não existe. Não conseguimos encontrar um único exemplo de uma pessoa que ganhe a vida limpando cenas de crime antes que policiais possam encontrá-las.

Limpar a cena de um crime leva em média de 9 a 12 horas. De acordo com o profissional Scott Vogel, “requer muito mais do que luvas de borracha e desinfetante”. O sangue e partes humanas penetram nos móveis, nos tapetes e até nas paredes. Limpadores de cenas de crime muitas vezes precisam separar todo o interior de uma sala para fazê-la voltar ao normal.

Eles dizem que a parte mais difícil é se livrar do cheiro da morte que permanece no ar. Os profissionais têm máquinas grandes e produtos químicos especialmente formulados para esse fim. No entanto, mesmo com seus equipamentos, eles nem sempre conseguem se livrar do cheiro de sangue e tripas por completo.

Algumas pessoas aprenderam isso da pior maneira. Por exemplo, Phyllis Simmons passou vários dias tentando esfregar o chão depois de esfaquear um homem. Quando os policiais a pegaram, ainda havia evidências na cena do crime.

3 – Dar o corpo aos porcos

De acordo com o filme “Snatch – Porcos e Diamantes”, não há melhor maneira de se livrar de um corpo do que dar para os porcos comerem. “Eles vão passar por ossos como manteiga”, diz o personagem Brick Top no filme. “Eles passarão por um corpo que pesa [90 kg] em cerca de oito minutos”.

Teoricamente, sua ideia deveria funcionar. Os porcos realmente comem qualquer coisa. E eles nem precisam estar com tanta fome. Existe um caso registrado em que um grupo de porcos atacou, matou e comeu um agricultor enquanto lhes dava comida.

Eles são conhecidos por comerem ossos e teorizou-se que um grupo de 14 porcas poderiam comer um homem adulto dentro de duas horas. Precisam ser porcas leiteiras, no entanto. Se forem outros tipos de porcos, poderia levar semanas.

Não importa o quão eficaz isso parece ser em teoria, nunca funcionou perfeitamente na prática. Na maioria dos casos, os porcos deixaram ossos roídos ou partes do corpo dispersas para trás. Até mesmo o serial killer Robert Pickton, que ficou conhecido por alimentar suas vítimas aos porcos, tinha uma riqueza de evidências espalhadas, intocadas pelos porcos, quando ele foi preso.

2 – Queimar a casa

Uma maneira clássica de limpar uma cena de crime é livrar-se dela. Em incontáveis ​​episódios de CSI e filmes de terror, as pessoas eliminaram corpos queimando completamente as casas das pessoas, levando todas as evidências consigo.

Na realidade, porém, incêndios domésticos não transformam corpos em cinzas não identificáveis ​​que você vê TV. Crematórios geralmente precisam elevar suas temperaturas de 1.100 a 1.500 graus centígrados para transformar um corpo em cinzas, uma temperatura muito mais quente que os 800-900 graus Celsius de uma fogueira. Mesmo assim, as cremações geralmente deixam para trás pequenos fragmentos de ossos que precisam ser moídos à mão antes de poderem ser devolvidos à família.

Esses fragmentos são suficientes para acabar fazendo com que alguém seja preso. Eles são mais difíceis de analisar, mas isso pode ser feito. Investigadores de cenas do crime também têm cães que podem farejar gasolina e outros sinais de que um incêndio doméstico foi cometido de propósito.

Vários assassinos tentaram essa abordagem na vida real e acabaram presos devido a fragmentos de ossos que não conseguiram descobrir como se livrar. Em um caso, dois assassinos tentaram queimar um corpo três vezes e ainda assim não conseguiram se livrar dos ossos.

1 – Enterrar um corpo por baixo do caixão

Em um episódio de “Dexter”, a estrela serial killer dá a outro personagem uma dica sobre como esconder um corpo para que ele nunca seja encontrado. “Enterre-o por baixo do caixão de outra pessoa. Ninguém irá desenterrá-lo”.

Esta ideia já foi colocada em prática na vida real e funcionou muito bem. Na década de 1920, a família criminosa DeCavalcante usou uma agência funerária que eles possuíam para enterrar suas vítimas de assassinato sob o corpo de seus clientes.

Eles construíram “caixões de dois andares” com um compartimento secreto embaixo. Lá, eles escondiam o cadáver de uma de suas vítimas por baixo do cadáver de um parente de outra família. Os carregadores de caixões notavam o peso incomum do caixão e, com frequência, trocavam olhares enquanto lutavam para levá-los ao túmulo. Mas ninguém nunca fez nenhuma pergunta.

Ninguém descobriu o que a família DeCavalcante fazia até 2003, quando uma denúncia de um dos membros da máfia descreveu a técnica em um tribunal. Eles se livravam de assassinatos por mais de 80 anos.

[List Verse]

Comentários
Carregando...