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Nebulosa de Eta Carinae

Como as estrelas nascem?

As estrelas são os corpos celestes mais brilhantes e importantes que vemos no céu noturno. Elas são fontes quentes e brilhantes de luz e energia, que iluminam o espaço e fornecem um lar para os planetas e outros corpos celestes que orbitam ao seu redor. A maioria das estrelas é composta principalmente de hidrogênio e hélio, mas também contêm pequenas quantidades de outros elementos químicos, como carbono, oxigênio e nitrogênio.

Nebulosas: berçários de estrelas

Nebulosa de Orion

Nebulosa de Orion | NASA

Mas como esses corpos celestes incríveis nascem? Bem, o processo de formação de estrelas começa com a existência de nuvens de gás e poeira interestelar, conhecidas como nebulosas. As nebulosas são os locais mais comuns onde as estrelas nascem e são encontradas em toda a galáxia. Elas são compostas principalmente de hidrogênio e hélio, mas também contêm pequenas quantidades de outros elementos químicos.

As nebulosas podem ser divididas em dois tipos principais: as de emissão, que são iluminadas por luz própria, e as de reflexão, que são iluminadas por luz brilhante de outras fontes, como estrelas jovens. As nebulosas de emissão são criadas quando o gás e a poeira interestelar se aquecem até aproximadamente 10.000 graus Celsius, o que faz com que elas emitam radiação electromagnética. As nebulosas de reflexão, por outro lado, são compostas principalmente de poeira interestelar que reflete a luz de outras fontes.

Mas o que leva ao nascimento de uma estrela a partir de uma nebulosa? Bem, é a força da gravidade que desempenha um papel crucial nesse processo. Quando a massa de uma nebulosa é suficientemente alta, a força da gravidade começa a puxar o gás e a poeira para o centro da nebulosa, fazendo com que ela se contraia. A medida que isso acontece, a temperatura e a pressão no centro da nebulosa aumentam ainda mais, até que as condições sejam propícias para a fusão nuclear a se iniciar.

Quando isso acontece, uma reação em cadeia de fusão nuclear começa a ocorrer no núcleo da estrela, liberando uma enorme quantidade de energia e convertendo hidrogênio em hélio. Essa reação é o que mantém uma estrela “acendida” e brilhando, e é o que permite que as estrelas continuem a existir por milhões ou até bilhões de anos.

O processo de formação de estrelas pode levar um longo tempo, dependendo do tamanho da nebulosa e da massa da futura estrela. As estrelas de massa menor, como o nosso Sol, podem levar cerca de 10 milhões de anos para se formar, enquanto as estrelas de massa maior podem levar até 100 milhões de anos ou mais.

Uma vez que a fusão nuclear começa a ocorrer no núcleo da estrela, ela começa a brilhar com uma luz própria e a se tornar visível a olho nu. No início, a estrela é muito quente e brilhante, mas à medida que ela envelhece, ela começa a se expandir e a se tornar menos quente. Quando a fusão nuclear começa a esgotar o hidrogênio no seu núcleo, a estrela começa a se expandir e a se tornar uma gigante vermelha. Eventualmente, a estrela pode se contrair novamente e se transformar em uma anã branca ou até mesmo em um buraco negro, dependendo da sua massa original.

As estrelas também podem afetar o ambiente ao seu redor enquanto estão em fase de formação. Por exemplo, o vento estelar, que é um fluxo constante de partículas e radiação que é liberado pelas estrelas jovens, pode soprar poeira e gás da nebulosa e impedir que outras estrelas se formem. Além disso, as estrelas muito massivas podem emitir radiação ultravioleta muito forte, que pode dissolver as nuvens de gás e poeira ao seu redor e impedir que outras estrelas se formem.