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Cometa se aproximará da Terra após 50 mil anos 'perdido na galáxia'

Cometa se aproximará da Terra após 50 mil anos ‘perdido na galáxia’

Nas próximas semanas, um espetáculo astronômico extraordinário estará disponível para ser visto nos céus noturnos. Trata-se da aproximação do cometa C/2022 E3 (ZTF) à Terra, que estará em seu ponto mais próximo do nosso planeta entre o final de janeiro e o início de fevereiro.

Segundo os especialistas, essa será a primeira vez que o corpo celeste poderá ser visto a olho nu em mais de 50 mil anos. A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA) informou sobre o próximo avistamento do cometa C/2022 E3 (ZTF) em um post no seu blog.

De acordo com os dados da agência espacial, o cometa atingirá seu ponto mais próximo do Sol – a 1,11 Unidades Astronômicas (UA) – em 12 de janeiro e será visível durante as noites limpas desde então. Em 1º de fevereiro, o C/2022 E3 (ZTF) passará a apenas 0,28 UA – cerca de 40 milhões de quilômetros – da Terra enquanto voa pela constelação de Camelopardalis.

Esse será o momento em que o corpo celeste atingirá o seu brilho máximo, com magnitudes entre 5,1 e 7,35, permitindo que seja observado com binóculos ou, se as condições permitirem, a olho nu, especialmente em lugares longe da poluição visual das cidades.

Cometa se aproximará da Terra após 50 mil anos 'perdido na galáxia'

NASA

É importante destacar que o cometa, descoberto em março de 2022, marcará sua distância mais próxima da Terra em mais de 50 mil anos, o tempo que leva para completar a sua órbita em torno do Sol. De fato, os astrônomos do Royal Greenwich Observatory apontaram a possibilidade de que o C/2022 E3 (ZTF) não viajará próximo ao nosso planeta novamente no futuro. “Algumas previsões indicam que a órbita desse cometa é tão excêntrica que não é mais uma órbita e, portanto, não vai voltar, vai continuar”, disse Jessica Lee à Newsweek.

Embora ainda existam poucos dados conhecidos sobre o cometa C/2022 E3 (ZTF), os astrônomos conseguiram identificar que o tempo de órbita em torno do Sol deste corpo celeste é tão longo que os neandertais foram os últimos a observá-lo em sua jornada pelo Sistema Solar interno. Isso significa que o cometa não foi visto pela humanidade há mais de 50 mil anos.

Essa é uma oportunidade única para os astrônomos e amantes da astronomia observarem um cometa que tem uma órbita tão excêntrica e que só pode ser visto a olho nu a cada 50 mil anos. Aproveite essa oportunidade para olhar para o céu noturno nas próximas semanas e tentar avistar o cometa C/2022 E3 (ZTF). Lembre-se de escolher um local com pouca poluição luminosa e usar binóculos ou um telescópio se quiser ter uma visão mais detalhada do corpo celeste.