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Cientistas usam antenas do HAARP para investigar asteroide

Cientistas usam antenas do HAARP para investigar asteroide

O High-frequency Active Auroral Research Program (HAARP) é um centro de pesquisa localizado em Gakona, Alasca, que tem sido objeto de várias teorias da conspiração, incluindo alegações de que está sendo usado para controlar o clima ou induzir desastres naturais.

No entanto, a instalação é realmente usada por cientistas para estudar a ionosfera, a região superior da atmosfera da Terra que é afetada pelo plasma e pela radiação eletromagnética do sol.

A instalação foi originalmente construída pela Força Aérea dos EUA e pela Marinha dos EUA na década de 1990 e foi transferida para a Universidade do Alasca, Fairbanks, em 2015.

Recentemente, a Universidade do Alasca anunciou uma série de experimentos que vão além do estudo da atmosfera da Terra. Um desses experimentos, conduzido em dezembro de 2020, envolveu o disparo de poderosas ondas de rádio em um asteróide conhecido como 2010 XC15 ao passar pela Terra.

O objetivo do experimento era aprender mais sobre o interior do asteróide, o que poderia ajudar no projeto de uma missão para desviá-lo de uma hipotética colisão com a Terra. Esta é a primeira vez que tal experimento foi conduzido nessas baixas frequências.

Cientistas usam antenas do HAARP para investigar asteroide

O 2010 XC15 tem cerca de 150 metros de largura e é classificado como potencialmente perigoso porque faz aproximações regulares à Terra e pode potencialmente colidir com o planeta no futuro distante. Ao entender a distribuição da matéria dentro do asteróide, os engenheiros poderiam projetar uma missão de deflexão mais eficaz, se necessário.

O experimento, que durou 12 horas, foi conduzido usando as ondas de rádio do HAARP e foi ouvido por antenas de rádio científicas e radioamadores de todo o mundo. Esses sinais ajudaram os pesquisadores a entender o ambiente pelo qual os sinais viajaram, bem como as propriedades do asteroide.

Os métodos mais comuns de estudar asteróides são através de telescópios ópticos, que fornecem apenas informações visuais, ou radiotelescópios, que transmitem comprimentos de onda mais curtos e apenas revelam informações sobre a forma externa do asteróide. Nenhum desses métodos permite que os pesquisadores vejam dentro de um asteróide, então o experimento conduzido pelo HAARP e pela Universidade do Alasca representa um avanço importante em nossa compreensão dessas rochas espaciais.

A equipe do HAARP também já realizou experimentos visando a lua e Júpiter. Esses experimentos ajudaram os pesquisadores a aprender mais sobre os confins do nosso sistema solar e contribuíram para nossa compreensão geral do universo.

As informações são do Space.com.