Cientistas transformam ratos em predadores sanguinários usando um laser

Usando uma técnica chamada “optogenética” – que envolve ativar neurônios com luz -, cientistas conseguiram ativar o instinto predatório de ratos de laboratório, fazendo com que eles tentassem atacar de forma brutal objetos inanimados, como gravetos e tampas de garrafa.

Contudo, os roedores não atacavam outro de sua espécie, sugerindo que eles não se tornaram “assassinos sem consciência”, mas estariam tendo uma necessidade voraz de obter alimento. Os cientistas focaram em uma parte do cérebro chamada amídala cerebelar, que controla as emoções e a raiva, ao invés de outras partes. Especificamente, eles estavam interessados em uma pequena região chamada de amídala central, onde estão diversos grupos de neurônios que se comunicam com outras áreas do cérebro. Em um desses grupos, os neurônios percorrem desde a amídala central até o tronco cerebral, que ajuda a coordenar os músculos da mandíbula.

Veja o que acontece neste vídeo da USP:

Por conta disso, o grupo de cientistas suspeitaram que, ao excitarem esses neurônios, eles seriam capazes de controlar o impulso dos animais de morder e matar. Outro grupo de neurônios conecta a amídala central à substância cinzenta periaquedutal do mesencéfalo, que foi mostrado, em estudos anteriores, que controla os comportamentos predatórios do animal, como perseguir a presa.

Ao ativarem somente os neurônios que controlam a perseguição, mas não os que controlam o ato de matar, o grupo descobriu que os ratos espreitariam e perseguiriam a presa, mas apenas a mordiscavam ao invés de mordê-la até a morte. Dado que os vertebrados com mandíbulas são os maiores predadores do planeta, estes achados ajudam na busca de como esses animais conseguiram adquirir esse status superior, revelando como o cérebro coordena ataques e mordidas letais.

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