Cientistas revelam como seria um bebê nascido no espaço

Os cientistas estudaram muitas fêmeas grávidas no espaço, incluindo salamandras, peixes e ratos, mas não humanos. Mais de 60 mulheres viajaram para o espaço, mas nenhuma ficou grávida durante a viagem, muito menos deu à luz enquanto flutuava em gravidade zero.

Mas com a conversa de futuras colônias espaciais e cidades em Marte, há uma boa chance de que um dia os humanos dêem à luz em algum lugar além da Terra, e isso traz algumas questões interessantes. Como vai ser?

A diferença mais óbvia é o ambiente de baixa gravidade, e sem a ajuda da atração gravitacional da Terra, pode tornar mais difícil para a mãe quando chega a hora de empurrar o bebê para fora. Além disso, se um dia as mulheres vivessem no espaço permanentemente, alguns dos riscos da gravidez seriam muito maiores do que na Terra.

Por um lado, sem o estresse da gravidade da Terra, seus ossos perdem densidade. Estudos mostram que os astronautas, por exemplo, perdem 1% a 2% de sua densidade óssea para cada mês gasto no espaço, e isso seria especialmente preocupante para o parto, porque a pelve poderia fraturar no processo. Na verdade, os médicos recomendam que as mulheres com ossos frágeis evitem um parto natural, o que poderia significar que os nascimentos no espaço seriam deixados para outros métodos. Isso poderia levar a uma maior dependência de cesarianas.

Nós já sabemos que a maneira como damos a luz influencia nossa anatomia. Por exemplo, o tamanho de nossas cabeças é restrito pelo tamanho dos canais de nascimento de nossas mães. Com mais cesarianas, isso poderia levar a cabeças maiores em nossos descendentes, porque elas não seriam limitadas pelo tamanho do canal de nascimento.

E cabeças maiores não seriam a única grande mudança. Nós também podemos mudar de cor. Isso porque, no espaço, temos menos proteção contra radiação espacial nociva, como raios cósmicos, então, para compensar isso, podemos desenvolver novos tipos de pigmentos de pele, como a melanina, que protege nossa pele da luz solar ultravioleta na Terra. Isso poderia significar que as gerações futuras que vivem além da Terra evoluirão para ter cores de pele diferentes.

Quanto mais melanina você tiver, mais escura será a sua pele. Assim, alguns prevêem que as pessoas que vivem no espaço podem desenvolver uma pele mais escura ao longo do tempo. Mas essas mudanças podem levar séculos ou milênios. Eventualmente, as pessoas que vivem no espaço poderiam evoluir para serem diferentes o suficiente das pessoas na Terra, que nós as consideraríamos como espécies diferentes.

Mas, por enquanto, precisamos apenas de uma mulher muito corajosa para abrir o caminho, e testar todas as teorias. [BusinessInsider]

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.