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Descoberta uma barreira ao redor de nosso planeta, e ela não é natural

Originalmente por Alfredo Carpineti | IFLScience

De acordo com um estudo publicado na Space Science e Reviews, e abordado em uma publicação do IFLScience, os seres humanos criaram uma espécie de “barreira” ao redor do planeta.

O estudo mostra que frequências ultra-baixas de rádio-comunicação (VLF) podem interagir de forma a mover partículas no espaço. Não é bem uma novidade que podemos afetar o clima espacial, mas conforme afirma a publicação do IFLScience, esta descoberta pode ser o gatilho para o desenvolvimento de formas pelas quais possamos manipulá-lo.

“Alguns experimentos e observações perceberam que, nas condições certas, sinais de rádio-comunicação em VLF podem de fato afetar as propriedades do ambiente de radiação de alta energia ao redor da Terra”, disse o coautor Phil Erickson, diretor assistente no MIT Haystack Observatory.

Discutindo e analisando o impacto de testes nucleares e experimentos químicos na ionosfera, o estudo se apresenta como uma revisão dos efeitos da atividade humana ao redor do planeta.

Sabemos que a Terra está rodeada por regiões repletas de partículas carregadas, conhecidas como Cinturões de Van Allen. Por muito tempo foi dito que existiam duas regiões desse tipo, mas na verdade, tudo pode ser muito mais complexo do que imaginávamos. Os cinturões são consequências do campo magnético da Terra, e atuam como uma espécie de barreira, diz a publicação, evitando a entrada dos elétrons mais energéticos.

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NASA’S GODDARD SPACE FLIGHT CENTER | GENNA DUBERSTEIN

Os cientistas utilizaram dados da Van Allen Probe, da NASA, e descobriram que a “bolha” induzida pelas VLF se estende até a borda interna do Cinturão de Van Allen, e não além. A hipótese dos pesquisadores é de que a bolha empurra o cinturão para o exterior. Dados de estudos dos anos 60 também concordam com esta ideia, já que mostram o cinturão de Van Allen muito  mais próximo do nosso planeta do que está atualmente. Entretanto, isso também pode acontecer por conta da diferença das tecnologias empregadas pela ciência naquela época.

A equipe sugere que, com um estudo mais aprofundado, poderemos descobrir se somos capazes de remover partículas em excesso da órbita terrestre inferior. Isso pode ser útil, por exemplo, durante eventos climáticos extremos que podem danificar satélites e outros instrumentos. Já existem planos em vigor para testar as VLF de um ponto mais alto na atmosfera, para tentar observar exatamente o que podemos fazer com elas.

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