Cientistas descobrem restos de ‘planeta antigo enterrado’ 4,5 bilhões de anos atrás

por Lucas Rabello
0 comentário 62 visualizações

Os cientistas simplesmente não conseguem ficar parados, ainda bem! Na sua mais recente aventura pelo cosmos via laboratório, eles encontraram algo grande — pedaços literais de outro planeta escondidos na crosta da Lua. Isso mesmo, daquela vez, há cerca de 4,5 bilhões de anos, quando um planeta do tamanho de Marte, carinhosamente chamado de Teia, decidiu colidir com a Terra. O resultado? Um chuveiro de detritos cósmicos que eventualmente se transformou, bem, na Lua.

Passando para a nave espacial GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory) da NASA, que, durante suas missões de 2011 e 2012, detectou estranhos desvios no campo gravitacional da Lua. Adrien Broquet, geofísico planetário do Centro Aeroespacial Alemão, tem examinado esses dados e os acha absolutamente “fascinantes”. Segundo ele, essas não são apenas anomalias aleatórias, mas sinais de ilmenita, um mineral carregado de titânio e ferro, escondido profundamente sob a superfície da Lua.

Estudos recentes sugerem que esses depósitos minerais são mais do que apenas sardas lunares. Eles apoiam a ideia audaciosa de que a Terra e seu satélite são produtos de uma colisão celestial. “Analisar essas variações no campo gravitacional da lua nos permitiu espiar sob a superfície da lua e ver o que está por baixo”, diz Broquet.

Weigang Liang, o pesquisador principal, também não é tímido sobre as descobertas. “Nossas análises mostram que os modelos e dados contam uma história notavelmente consistente”, ele explica. Imagine isso: camadas de ilmenita descendo para as entranhas da Lua, criando irregularidades em seu puxão gravitacional — justamente como GRAIL notou.

Mas espera, tem mais! Lembra daquelas misteriosas ‘anomalias do manto basal‘ — ou bolhas sob a crosta terrestre? Elas foram avistadas em regiões sob a África e o Oceano Pacífico e são ditas serem sobras dessa antiga colisão cósmica. Avançando para 2023, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia hipotetizam que essas bolhas, conhecidas como Províncias de Baixa Velocidade Grande (LLVPs), poderiam ser restos da própria Teia.

O professor Hongping Deng, do Observatório Astronômico de Xangai, tem simulado esse amontoado planetário. Ele sugere que os restos de Teia não apenas ricochetearam na Terra como borracha. Em vez disso, eles se infiltraram no manto inferior da Terra, acomodando-se entre 660 a 2.700 quilômetros de profundidade.

Isso transforma nossa compreensão sobre a origem da Lua e oferece novas pistas aos cientistas. Agora, eles não estão apenas escolhendo entre hipóteses desgastadas sobre o nascimento da Lua; eles estão ativamente montando uma narrativa respaldada por evidências concretas de baixo da superfície da Lua.

Deixar um comentário

* Ao utilizar este formulário você concorda com o armazenamento e tratamento de seus dados por este site.

Mistérios do Mundo 2024 © Todos os direitos reservados