Ciência explica por que alguns corpos não se decompõem

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Você já ouviu falar do caso dos Corpos Incorruptos? Não? Nós explicamos.

Sabemos que após a morte os cadáveres passam por um processo natural de decomposição. Também estamos cientes que existem alguns métodos de preservação de corpos, porém quando um corpo em questão não passou por esses processos e mesmo assim não se decompôs, é denominado como um “corpo incorrupto”. Para muitas religiões, esse ocorrido é considerado um milagre, principalmente quando ocorre em pessoas que eram consideradas como santas perante aquela crença. Mas aqui a ciência explica por que alguns corpos não se decompõem:

Casos conhecidos

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São João Maria Vianney, falecido em 1859.

Um caso famoso no mundo todo é o de Santa Bernadette Soubirous, cujo corpo está intacto desde 3 de agosto de 1925. É possível visitar o corpo no convento de Saint-Gildard, localizado em Nevers, na França. Já outra ocorrência conhecida foi o de São João Maria Vianney, falecido em 1859. Seu corpo também se encontra em território francês, no Santuário de Ars.

A explicação da Ciência

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Papa João XXIII.

Segundo a Ciência, há duas razões para que os corpos permaneçam preservados, sendo uma delas as condições naturais e a segunda, obviamente, por intervenções humanas.

 Nos processos naturais podem ocorrer a incorrupção por secagem, saponificação ou petrificação. Isso significa que, se o ambiente onde o corpo está for seco o suficiente, uma espécie de “mumificação natural e espontânea” começa a ocorrer. A secagem é tanta que o cadáver se torna incapaz de se decompor pelo apodrecimento, uma vez também que os ambientes consideravelmente secos são inóspitos para insetos e bactérias.

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A “Múmia do Pântano”.

As “múmias dos pântanos” são um conhecido caso de petrificação: ou seja, sem contato com o oxigênio e apenas em contato com os minerais dissolvidos no solo úmido do pântano, o corpo começa a passar por um processo de fossilização, por conta do carbonato de cálcio que é capaz de deixar o corpo petrificado. Já no caso da saponificação, há um ambiente um pouco úmido, porém estéril. Assim, os corpos passam por um processo de transformação conhecido como “adipocera” ou “cera de cadáveres” que consiste na transformação dos tecidos e da gordura do corpo em uma espécie de sabão ceroso. Este processo começa de fora pra dentro, mantendo o corpo visivelmente incorrupto.

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O corpo preservado de Vladmir Lênin.

Agora, uma das formas mais conhecidas é a própria intervenção humana: os cientistas apontam que desde as técnicas de mumificação egípcia ou a própria exposição dos cadáveres às condições inóspitas para bactérias, os corpos podem permanecer intactos, o que teria sido feito e não documentado com as pessoas consideradas santas no passado. Por essa razão corpos como o de Vladmir Lênin, do Papa João XXIII e muitos outros de grande valor histórico se encontram também preservados, cada vez com métodos mais modernos e conhecidos.

[Super Curioso] [Order of the Good Death]

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