China corta usinas de carvão e aumenta investimento em energia renovável

A China, em seus esforços para cumprir uma meta governamental para reduzir seu uso de carvão, está cancelando a construção de cerca de 85 a 100 usinas de carvão. Isso vem após um anúncio recente de que a nação vai investir mais de 360 bilhões de dólares nos próximos cinco anos em fontes de energia renováveis.

Segundo a Reuters, a Administração Nacional de Energia chinesa declarou que as usinas não serão construídas atingiriam uma capacidade de produção de 1.100 gigawatts.

A agência prevê que fontes de energia renováveis e limpas – eólica, solar, hidrelétrica e nuclear – serão metade de toda a geração de eletricidade até 2020. Essa mudança no setor de energia criará cerca de 13 milhões de empregos.

Este novo anúncio coincide com a nova China, sensível ao clima e voltada para o futuro, que tem avançado nos últimos tempos. O produtor mais prolífico de gases de efeito estufa do mundo parece estar mudando sua mentalidade.

Já não querendo arriscar um aumento de mortes relacionadas à mudança climática e danos econômicos – enquanto mantém um olhar atento sobre os mercados que se afastam do carvão como uma fonte de energia – o governo enfaticamente assinou o acordo de Paris no final de 2015. O uso do carvão teve, sem dúvida, um pico no país, e algumas análises sugerem que está começando a diminuir.

Ao mesmo tempo, embarcou em um frenesi de construção de usinas eólicas, erguendo cerca de duas turbinas por hora – o dobro dos EUA. A China também está investindo pesadamente em energias renováveis não apenas em casa, mas no exterior, como o recente parque de energia solar que está sendo construído nas ruínas de Chernobyl.

Embora poucos pensem que sua mudança rápida em relação à energia limpa é uma coisa má, o problema está nos detalhes. Um relatório sugere que o uso do carvão ainda aumentará mesmo com um limite de capacidade de carvão, e assim as emissões de gases de efeito estufa continuarão a subir no futuro.

 

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