É verdade que chineses vendem chaveiros com animais vivos dentro?

Infelizmente sim.

Chaveiros são talvez um dos itens mais inúteis que você já carregou em seu bolso ou em sua bolsa – mas agora, graças a um item cada vez mais popular sendo vendido na China, ele pode ser facilmente o mais cruel também.

Vários chaveiros de animais vivos estão sendo vendidos em um mercado turístico no centro de Xiamen, mesmo depois de várias petições assinadas ao governo chinês de que proibisse sua venda.

Por apenas 15 a 20 yuans (US $ 2,17-2,90) cada, você pode comprar uma dessas “lembranças”. Os turistas podem escolher entre salamandras, tartarugas e peixes como seus “animais de estimação”, que são selados em pequenas bolhas plásticas herméticas cheias de água oxigenada e fluorescente e um único embalagem com alimento para manter os animais vivos por até três meses.

Confira um vídeo abaixo mostrando como funcionam:

Os chaveiros de animais vivos apareceram em 2008 durante os Jogos Olímpicos de Pequim e acabaram viralizando em 2011 na China.

Essa tendência rapidamente provocou indignação por parte dos ativistas dos direitos dos animais que a chamaram de uma forma de abuso animal.

Embora várias petições online tenham sido assinadas para forçar o governo a tornar a prática ilegal, vendedores continuam negociando os chaveiros de animais vivos nas ruas da China, onde os turistas os prendem em suas chaves, bolsas e telefones celulares.

“Pode haver oxigênio e comida suficientes no invólucro de plástico, mas as necessidades do animal e a respiração são tóxicos e os matam. Eles essencialmente se envenenam com amônia”, disse o Dr. Sam Walton, ex-professor de pesquisa da Universiti Malaysia Terengganu.

“Animais marinhos são muito sensíveis às variações de temperatura, por isso estar em um saco é como estar em uma estufa”, disse ele. “O choque de temperatura e o choque físico de serem sacudidos provavelmente irão matar os animais antes de qualquer outra coisa”.

Em setembro de 2009, a China apresentou um esboço da primeira lei abrangente de proteção animal, mas não houve muito progresso desde então.

Mas houve um aumento no ativismo animal no país, com centenas de grupos de resgate de animais focando principalmente em gatos e cachorros.

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1 comentário
  1. Nívia Lo Diz

    Com certeza é verdade, e não é de agora. Já faziam isso na minha infância e aqui em Porto Alegre, como todo bom tupiniquim, copiaram rapidinho e vendiam nas portas de supermercados da cidade… mas felizmente, a consciência animal já era forte e logo isso foi proibido por aqui bem como mexer e vender qualquer animal silvestre capturado na natureza. Já a fiscalização é outra história…

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